3º Dia – Assembleia de pecadores - Neemias 9.1-15

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Vamos dar um corte e ler este texto. Está acontecendo um culto ao Senhor. Isso aconteceu no dia 31 de outubro, no sétimo mês. Agora todo o povo está reunido, em jejum, vestidos com pano de saco, em sinal de humilhação e jogando terra sobre sua cabeça. Durante três horas, o povo ouviu a leitura e explanação da Palavra. Depois durante mais três horas, confessaram seu pecado diante de Deus.

Hoje nosso culto ao Senhor está mais para fast-food do que para comida feita no fogão e lenha. Perdemos a paciência, queremos tudo rápido, somos incapazes de fazer uma oração de cinco minutos.

A nossa oração deve sempre ser uma resposta coerente à exposição da Palavra de Deus. Muita gente não presta atenção na ministração da Palavra e, como resultado, não alinha a sua oração com o que Deus está falando. O resultado são as orações decoradas, desprovidas de sentimento, meras palavras religiosas.

Dos versículos 5 a 37, eles oram engrandecendo o Nome do Senhor, relembram os feitos do Senhor pelo seu povo, agradecem pelo suprimento no deserto, reconhecem o pecado em suas vidas, mas também lembram da misericórdia do Senhor nos dias do deserto e também no cativeiro. Eles sabem agora porque estão sofrendo. Essa oração não é agradável de se ouvir, mas é essencial se queremos que o Senhor entre com sua providência.

Será que na sua empresa, na sua família, na sua cidade não tem alguma brecha aberta no passado, pela qual ainda clama o sangue derramado, o pecado não confessado? O pecado tem um efeito (consequências), sobre nossas vidas, que podem passar gerações. Não, não se trata de “desenterrar defunto”, nem de fazer regressão ou de combater as maldições hereditárias, mas o pecado aberto, isto é não confessado, ainda clama, a exemplo do sangue de Abel.

O pedido de perdão deve sempre vir acompanhado de uma ação de restituição. Não é simplesmente pedir perdão e virar as costas. Há que se restituir. Isso não é esforço humano para pagar o pecado (ele já foi pago na cruz do calvário por Cristo). Mas o pedido de perdão deve nos levar a uma mudança de mente e atitude, para nunca mais pecar naquele ponto. Isso é arrependimento.

Aplicação pessoal: Há em sua vida, algo que você fez, ou deixou de fazer que trouxe um grave prejuízo para alguém? Você construiu sua vida sobre o alicerce correto, ou usou da esperteza humana e com isso, deixou gente detonada para trás?

Confessar nosso pecado é muito mais do que fazer uma listinha. É ter disposição para reparar o erro, se necessário publicamente, e ter a convicção de nunca mais contribuir para aquele pecado novamente.

Se for difícil, ou se a reparação do seu erro, lhe trouxer mais problemas, peça ao Espírito Santo uma estratégia e resolva isso, o mais rápido possível. Lembre-se: tão importante que confessar o pecado do passado, é a disposição de mudar radicalmente. Mude!


Este texto faz parte do devocional Campanha de Jejum e Oração CIBI 2017, com base nos textos de Neemias. Estes devocionais foram feitos pelo pastor Elton Melo e podem ser livremente distribuídos. Se você fez esta campanha, escreva-se o seu comentário e se possível o seu testemunho: Elton Melo


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