Entenda o que é o comércio de almas

Nosso mundo material é regido pelo comércio. Vende-se de tudo e tudo tem um preço, inclusive o corpo e alma humana. Este sistema mundial e global de comércio é conhecido como a grade Babilônia, que não é um local geográfico, mas sim um sistema de vida. a palavra Babilônia significa: “Porta de Deus”. Mas além de ser um sistema econômico e social global, é também um falso sistema religioso, conforme descrito em Apocalipse 18. Há pelo menos quatro recomendações: 1) sair dela, ou seja, não viver pelos seus valores (18.4); 2) não viver sob a autoridade dos seus demônios (18.2); 3) Não depender do sistema político que se prostitui com ela (18.3,9), e, 4) Não alimentar o sistema econômico baseado no comércio de vidas humanas (18.13).

A escravidão é tão antiga quanto o ser humano. Em princípio, estava associada às guerras em quase todos os povos; os vencidos eram feitos escravos. O guerreiro vencido ser tornava propriedade do vencedor. Entre muitos povos também se tornava escravo do credor quem não pudesse pagar as suas dívidas, vendia a sua pessoa ou os seus filhos e familiares ao credor. Na Grécia praticava-se o rapto, especialmente de crianças, e as crianças abandonadas pelos pais podiam ser recolhidas como escravos. No período áureo de Atenas, havia na Grécia 15% de homens livres e 85% de escravos. Na Mesopotâmia havia escravos de certo nível cultural, eram prisioneiros de guerra, como muitos judeus deportados para a Babilônia no ano 570 aC. No Império Romano, os escravos faziam trabalhos domésticos, e podiam ter funções administrativas e burocráticas e até em altos cargos. Em alguns lugares os escravos podiam trabalhar por conta própria, pagando ao patrão uma parte do que ganhavam e juntar algum dinheiro para comprar a sua liberdade. Nos séculos II-I A.C. em Roma a escravatura atingiu o auge. Todas as atividades como agricultura, indústria, comércio, construção civil e outras atividades da civilização antiga dependiam da escravatura; sem isto nem a vida pública nem a doméstica se sustentariam no Império Romano, pode-se dizer que a sociedade romana se baseava sobre o trabalho escravo. Querer abolir a escravidão na Antiguidade equivaleria a querer acabar com o trabalho assalariado de nossos dias; a sociedade pararia de funcionar. Isto explica porque o Cristianismo, embora ensinasse a igualdade de todos os homens (Gl 3.28; Rm 10, 12; Cl 3.11; 1Cor 12.13), não tenha conseguido acabar de imediato com a escravatura no Império Romano. É bom lembrar que a própria Bíblia no Antigo Testamento, dentro do contexto da moral do tempo, reconhecia a escravidão de estrangeiros (Lv 25, 44-55).

 


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