Lista de Mensagens - alcancevitoria | 2016

Amados, irmãos, graça e paz! Cultos de Ceia são especiais, pois marcam momentos em nossa vida onde podemos ser fortalecidos para a nossa caminhada diária. Porque satanás tentou Jesus e nos tenta? a) Porque ele sabe que nada pode contra nós: não pode nos tocar, nem pode impedir o agir de Deus em nossa vida; b) Porque a única arma que ele dispõe é a sugestão para que deliberadamente pequemos contra Deus – é a única farma de darmos lugar a ele em nossas vidas; c) Satanás fará de tudo para que pequemos contra o Senhor. Mas Jesus nos ensinou nas escrituras, como enfrentar a tentação em nossa vida. Abra a sua Bíblia em Lucas 4.1-13

1 – Durante quarenta dias, sendo tentado pelo diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome. (vs. 2)

  1. Jesus não foi ao deserto por vontade própria.
  2. O objetivo da tentação é a aprovação e o aprofundamento da fé, e não pôr em risco ou até mesmo destruir a fé.
  3. O deserto serve para nos purificar, simplificar, disciplinar e nos fazer mais fortes;
  4. Ninguém permanece o mesmo após passar pelo deserto: ou cai em derrota ou sobre em vitória;
  5. Quarenta dias, aqui, represente um período de tempo necessário para alcançarmos vitória sobre uma área da nossa vida. O teste é um processo!
  6. O deserto serve para transformar nosso interior, antes que sejamos usados por Deus para transformar a vida de outras pessoas.
  7. Por isso Jesus nos ensina, na oração do Pai Nosso: “Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (Mt 6.13) e essa oração não é uma garantia de não passar por lutas ou conflitos, mas de que o Senhor nos fortalecerá para alcançarmos a vitória.

2 - A PRIMEIRA TENTAÇÃO – Lc 4.3s

3 – Disse-lhe, então, o diabo: Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão!

4 – Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem! mas de toda palavra de Deus” (Mt 4.4)  

  1. Satanás visa sempre questionar a nossa identidade, como filhos de Deus.
  2. Nossa identidade, quem somos em Deus, é o alicerce de tudo o que somos;
  3. Se ele consegue fazer com que duvidemos de quem somos, isso nos fará duvidar de Deus;
  4. Satanás usa os nossos complexos de inferioridade, superioridade, e as fraquezas na nossa autoimagem;
  5. A raiz é a carne, querendo nos fazer usar o poder espiritual para satisfação pessoal;
  6. Satanás queria induzir Jesus a aplicar seus poderes milagrosos, concedidos para edificar o reino de Deus, com um fim egoísta, e não como meios para essa edificação.
  7. No entanto, Jesus se despoja da sua filiação divina. Jesus o enfrenta como um homem, faminto, convicto da sua filiação, mas que compreende o sentido de buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça (Mt. 6.33) e não a sua satisfação pessoal.
  8. Ao responder: “Não só de pão viverá o homem.” Jesus não apela para os privilégios de filho, mas revela que a essência da vida cristã são as coisas espirituais;
  9. A expressão o homem nos lábios de Jesus lembra Satanás de que Jesus, embora seja o Filho de Deus, está decidido a cumprir integralmente as condições da existência humana. Como todos os seres humanos, ele deseja rogar diariamente ao Pai pelo pão, esperando-o da mão dele.
  10. Jesus não se reporta à voz celestial que se aproximara dele quando fora batizado no Jordão (Lc 3), mas à palavra de Deus, que está escrita na Escritura de Moisés. (Deuteronômio 8.3)
  11. As palavras com as quais derrota o diabo não são palavras novas, definidas por ele mesmo, mas palavras de Deus há muito ditas e tiradas da Escritura já anotada.
  12. A palavra da Escritura em Dt 8.3 não significa que Jesus e nós não precisemos de alimentos para o sustento da vida. Deus fez o pão para nutrir o ser humano. Contudo Deus pode, se quiser, cuidar de pessoas e sustentá-las também de outro modo (Dt 29.5). Por essa razão Deus permitiu que o povo sofresse fome no deserto, saciando-o depois com o maná, para deixar claro que o ser humano vive sobretudo daquilo que se forma por intermédio da palavra de Deus, isto é, por sua
  13. A palavra de Deus constitui uma força tal que nos mantém com vida (Sl 33.9). Era assim que Jesus considerava a palavra do AT, superando vitoriosamente a tentação, que Israel não havia superado.

O sentido da primeira tentação é: Fé é confiança filial irrestrita. Deus pode e também sustentará onde não existe nada, onde tudo contradiz a razão (Lc 5.1ss). b) Conseqüentemente, a fé é o uso correto dos dons concedidos por Deus.

3 - A SEGUNDA TENTAÇÃO – Lc 4.5-8

5 – E, elevando-o, (o diabo) mostrou-lhe, num momento, todos os reinos do mundo.

6 – Disse-lhe o diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos, porque ela me foi entregue, e a dou a quem eu quiser.

7 – Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua!

8 – Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.

 a) Satanás sempre deseja distorcer o nosso chamado. Ao mesmo tempo, ele sempre nos induz a pegar atalhos. A ter vitórias sem luta, sem esforço;

  1. b) Todos os milagres satânicos têm uma faceta enganosa. Possuem uma aparência fascinante (2Ts 2.9).
  2. c) A palavra do diabo “Todo esse poder e sua glória… me foi entregue” contém a alusão a uma reivindicação legítima de senhorio, mas é uma mentira. Satanás, nunca nos dá o que promete, muito embora suas propostas pareçam er muito vantajosas.
    1. A resposta de Jesus, que também pode ser traduzida como “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e somente a ele servirás”.
    2. Quem adora a Deus abre mão de si integralmente, a fim de perder-se totalmente para Deus em obediência incondicional a cada instante, dissolvendo-se no seu serviço.
    3. A palavra para servir (latréuo) designa, no presente caso, o serviço sacerdotal.
    4. Cabe render-nos constantemente, com todos os desejos vãos, teimosos e arbitrários, sobre o altar de Deus, entregando assim a vida como oferenda a nosso Deus (Rm 12.1).
    5. Esse sacrifício em que constantemente entregamos ao Senhor a nós mesmos e a vida – inclusive e principalmente em todos os instantes críticos do dia-a-dia – é obediência diante da vontade de Deus. Ele é, como Paulo ainda acrescenta, “o culto a Deus condizente com a palavra”.
    6. Essa obediência que “sacrifica”, e por meio da qual se processa a santificação do cristão, só tem um único comportamento: obediência integral, pura, pontual, conscienciosa e alegre!

4 - A TERCEIRA TENTAÇÃO – Lc 4.9-12

9 – Então, o levou a Jerusalém, e o colocou sobre o pináculo do templo, e disse: Se és o Filho de Deus, atira-te daqui abaixo!

10 – Porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem;

11 – e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra!

12 – Respondeu-lhe Jesus: Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus!

  1. O desejo de satanás é levar Jesus a questionar a sua submissão a Deus. Essa tentação é espiritual e se constitui na vontade de usar Deus ou mandar nele, em outras palavras, questionar o seu senhorio.
  2. Por se tratar, nessa tentação, da exacerbação da fé, o diabo recorre pessoalmente à palavra de Deus, citando o Sl 91.11 - “Está escrito: Aos seus anjos ordenará por tua causa que te guardem, e eles te carregarão nas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.” Em que consiste o elemento tentador, o satânico, nessa terceira tentação? Jesus deve declarar-se publicamente como Messias, uma autoexaltação do seu poder e glória;
  3. Jesus compreende a intensão de satanás de tentar a Deus. O verbo grego usado qui, significa: “desafiar insolentemente a Deus”.
  4. Isso não passa de provocação a Deus, e até mesmo uma ameaça por parte da criatura, de que, se o Criador não socorrer imediata e instantaneamente a criatura, ela demitirá o Criador. Isso é blasfêmia. Fazemos isso muitas vezes.
  5. A majestade do onipotente e santo Deus demanda que nossa confiança nele seja irrestrita e nossa obediência, não-dividida!
  6. Podemos confiar que ele socorre em qualquer situação, mas jamais podemos prescrever-lhe a intervenção.
  7. Temos o privilégio de servir-lhe em obediência total como filhos e com alegria, mas nunca comandar ou ordenar o que ele deve fazer.
  8. É dessa maneira que o diabo tenta seduzi-lo para uma fé que no fim das contas nem mesmo é fé, mas presunção espiritual, exacerbação e exagero da fé, ou seja, transposição dos limites da fé.
  9. Com a singela palavra que o Senhor contrapõe ao tentador: ‘Dito está: Não tentarás o Senhor, teu Deus!’, o Senhor evidencia inicialmente que a Escritura precisa ser explicada pela Escritura, condenando a arte negativa, definhada, de iludir as almas com uma Escritura encurtada ou alongada.
  10. Na terceira tentação Jesus foi confrontado com a mesma pergunta, com a qual centenas de cristãos se deparam constantemente. Posso fazer uso dos meios naturais? Ou será que isso é pequenez da fé? Devo largar a segurança pelos meios naturais? Que é certo perante Deus?
  11. Existem horas em que podemos renunciar pela fé a todos os meios naturais, deixar cair todas as boas escoras, pisar em chão vitorioso e esperar cura exclusivamente pelo poder milagroso de Deus.
  12. O poder de Deus revela-se de três maneiras:
  13. Ele manifesta-se pela intervenção direta em nosso corpo enfermo, concedendo restauração e cura de forma milagrosa e perfeita. Ele elimina uma grave doença como o câncer, ou uma demorada tuberculose pulmonar, ou uma incurável enfermidade estomacal ou intestinal, etc.
  14. Em outras ocasiões, Deus ajuda por meio da cirurgia e do auxílio médico, curando a doença.
  15. Uma terceira situação é quando Deus ajuda a suportar a enfermidade. Recordamos particularmente a Paulo, a quem Deus manda dizer: “A minha graça de basta” (2Co 12.8-10).

A forma com que Deus socorre em cada caso, é determinado unicamente por ele! Qualquer uma das três formas redundará em bênção para o filho de Deus!

5 – CONCLUSÃO

13 – Passadas que foram as tentações de toda sorte, apartou-se dele o diabo, até momento oportuno (até outra hora ou até outra oportunidade).

 

  1. Saiba que satanás está esperando o “momento oportuno– ele sempre está à espreita, buscando aproveitar toda e qualquer oportunidade para nos fazer tropeçar e nos manter prostrado
  2. Mas também temos um sumo-sacerdote diante de Deus Pai, que foi tentado e venceu, ele nos auxilia (Hb 4.15)
  3. Se queremos viver em vitória, precisamos manejar bem a Palavra da verdade, a espada viva, cortante e eficaz (Hb 4.12), por isso precisamos ler, meditar e memorizar a palavra de Deus;
  4. Quando você se dedica em conhecer a Palavra ganha a habilidade de usá-la com destreza (2Tm 2.15);
  5. Essa primeira grande vitória oficial decidiu todo o curso de sua vida, como a queda do primeiro Adão foi decisiva para todo o gênero humano!
  6. Abençoado e fortalecido, por meio do batismo no Jordão e da provação no deserto, ele dirige-se à humanidade que por ele espera, a fim de redimi-la e libertá-la de pecado, morte e diabo, concedendo o perdão dos pecados, vida eterna e bem-aventurança.
  7. Jesus venceu pela fé. Mas para que a nossa fé também seja vencedora, precisamos entender que o que é a fé:
    • 1) Fé é confiança incondicional e irrestrita (1a tentação)
    • 2) Fé é obediência incondicional e integral (2a tentação)
    • 3) Fé é dependência filial incondicional e humilde e não uma transgressão arbitrária dessa atitude (3a tentação).
Powered by: truthengaged