Lista de Mensagens Ministradas

Ministração da Palavra feita pelo pastor Elton Melo no culto de ceia do Senhor da Igreja Batista Independente de Curitiba, Paraná, com o tema “Renda-se para viver ou viva para morrer”, tendo por base o texto de Gálatas 2.20. Nesta mensagem o pastor Elton Melo reforça que todo cristão está crucificado com Cristo, mas alguns ainda resistem e não rendem-se ao domínio do Espírito Santo e que somente os que se rendem é que podem experimentar a completa liberdade da nova vida em Cristo. No entanto, os que não se rendem, recebem um trabalhar especial de Deus. Compreenda o que motiva Deus a trabalhar em nossas vidas.
Duração:36 mins 47 secs

Cristo não pode ser o Senhor da minha vida se eu for o senhor dela. Para que Cristo esteja no controle, meu EU precisa morrer. Não posso me tornar discípulo sem morrer para mim mesmo e sem me identificar com Cristo, que morreu pelos meus pecados (Mc 8.34). O discípulo segue o seu Mestre até mesmo à cruz. Temos dificuldade de compreender as implicações práticas de Gálatas 2.20. Como essa autorenúncia se manifesta em minha vida? O que significa morrer para mim mesmo? O texto bíblico afirma: “Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim...” A ordem de Cristo “Siga-me” é uma determinação para participar de sua morte a fim de experimentar uma nova vida. Você se torna morto para si mesmo, sendo totalmente consagrado a ele.

Há dois mil anos, Jesus dirigiu-se a uma grande multidão e a seguidores com clareza e sem rodeios. Ele declarou: “E aquele que não carrega sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo” (Lc 14.27). Jesus limitou as opções de cada ouvinte a apenas duas. Se a resposta do homem for incredulidade, ele desobedece e morre. É inimigo de Cristo (Mt 12.30). Se responder pela fé, ele obedece e torna-se discípulo: morre para si mesmo e reproduz. Cristo é o Senhor de sua vida. Para Jesus, não há alternativas. 

Cristo sabia que essa seria a decisão mais importante que uma pessoa poderia tomar e, assim, advertiu acerca do custo (Lc 14.28). E, por mais incompreensível que pareça, muitos se retiraram, “voltaram atrás e deixaram de segui-lo” (Jo 6.66).  A ordem transformadora de Cristo, “Siga-me”, hoje, não só engloba tudo como também englobava tudo quando foi proferida às margens do mar da Galileia. Essa ordem não pode ser tratada com leviandade. O destino eterno de outras pessoas que ainda não conhecem a Cristo depende de nossa resposta.

1 – Benefícios na nossa morte com Cristo:

  1. Imensa liberdade - o morto já não se preocupa com seus direitos, com sua independência ou com as opiniões dos outros a seu respeito.
  2. Riquezas, segurança e status — as coisas que o mundo tanto almeja — perdem o valor. “Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos” (G1 5.24).
  3. A pessoa que toma a cruz, que está crucificada com Cristo, não fica ansiosa pelo amanhã porque o seu futuro está nas mãos de outro.
  4. O morto para si mesmo é liberto a fim de fazer todas as coisas para a glória de Deus (Rm 8.10). Ele coloca tudo o que tem e tudo o que é à disposição permanente de Deus.
  5. Sua submissão ao senhorio de Cristo capacita-o a agradar a Deus em cada decisão que toma, em cada palavra que diz e em cada pensamento que tem.
  6. Tornar-se discípulo: Morrer para si mesmo liberta-o para ter prazer em seu amor a Deus. A morte do eu é pré-requisito essencial para tornar-se discípulo. Qualquer pessoa que não tenha experimentado a morte de si mesmo não pode se qualificar como elo legítimo no processo de discipulado porque é incapaz de reproduzir.
  7. Jesus ensinou: “... se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto” (João 12.24).

2- Enfrentando o dilema: ou morro ou continuo vivo, pregado na CRUZ

  1. É interessante observar que nenhum dos quatro evangelistas diz que Jesus morreu.
    1. Mateus escreveu que “Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito” (27.50).
    2. Marcos diz que “Jesus, dando um grande brado, expirou” (15.37).
    3. Lucas, que registrou a última e penúltima palavra de Cristo na cruz, anotou: “Jesus clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito! E, dito isto, expirou” (23.46).
    4. João escreveu que “Jesus… inclinando a cabeça, rendeu o espírito” (19.30).
  2. Jesus não morreu como nós morremos. Nós somos obrigados a morrer; Jesus morreu voluntariamente.
  3. No seu caso, não houve “causa mortis”. Não se pode dizer que morreu de insolação, de desidratação, de inanição, ou de parada cardíaca.
  4. Os dois ladrões, crucificados com Cristo, precisaram ter suas pernas quebradas (João 19.31,34);
  5. Antes de essas causas naturais chegarem ao seu fim, tirando-lhe a vida, Jesus, no momento preciso, por ele mesmo escolhido, “entregou o espírito”. Ele disse: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lc 23.36).
  6. Davi incluiu-a num dos seus salmos: “Em ti, Senhor, me refugio… Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza… Nas tuas mãos entrego o meu espírito; tu me remiste, Senhor, Deus da verdade” (Sl 31.1,3,5).
  7. Jesus, então, enfrentou a morte citando as Escrituras, uma simples oração de criança. Tornou-a ainda mais bela e significativa acrescentando-lhe a palavra “Pai…”, e omitindo a expressão “Tu me remiste”. Sendo “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores”, não tinha necessidade de redenção (Hb 7.26-27).

Conclusão: Fica evidente, diante dos nossos olhos, a grandeza do sacrifício de Cristo por nós. Este sacrifício foi consciente, voluntário e totalmente amoroso. O que motivou o Pai, o que motivou o Filho e o Espírito Santo, foi o AMOR pela vida de pessoas pecadoras, sem qualquer condição de autorregenerar-se. O que motivou Deus lidar com Jonas, o profeta desobediente, foi o amor de Deus pelos ninivitas. Em meios até mesmos às grandes tragédias da vida, o que continua motivando o coração do Senhor é o amor pelas vidas.

Hoje você pode parar de resistir: Descer da cruz você já não pode mais. Mas quanto mais cedo você compreender que deve se render, mais rápido o Senhor começará a transformar tudo em sua vida... Enquanto você resiste, Deus não opera. Lembre-se das milhares de pessoas que morreram ao longo de 40 anos de caminhada no deserto. Embora tivessem uma excelente promessa, simplesmente morreram sem alcançar nada.  Você pode sair daqui nesta manhã, com uma página virada em sua vida, ou pode continuar pregado na cruz, tentando não morrer... a escolha é sua!


Se desejar você pode marcar um horário para conversar com pastor Elton Melo sobre esta mensagem. Para entrar em contato com o autor, clique aqui.

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