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Dom, Set 11, 2016

Examine-se diante do altar

Quero ministrar ao seu coração sobre a importância de examinar-mos a nós mesmos diante de Deus. Os nossos pecados mais visíveis podem ser confrontados pelos que caminham conosco e que bênção quando isso acontece, mas há um outro tipo de pecado que contamina tanto quanto, mas que nem sempre percebemos que ele está presente. Muitas das nossas reações às dificuldades do dia-a-dia, são oriundas daquilo que está dentro de nós no nosso consciente e até mesmo no inconsciente.
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Amados, sempre que nos apresentamos diante de Deus, precisamos ter a noção correta da sua santidade. Deus suporta o pecador, mas odeia o pecado. No antigo testamento as pessoas eram convidadas a ir até o templo, levar sua oferta de expiação pelas suas culpas e ali fazer um ato de remissão pelos seus pecados. Somente após este ato, é que o pecador podia celebrar ao Senhor.

No novo testamento, para nossa alegria, Jesus fez o pagamento remidor pelos nossos pecados e de um vez por todas aniquilou, extirpou, a raiz do pecado, o que representa para nós hoje, o novo coração. Antes de Cristo, o pecador tinha os seus pecados perdoados, mas o seu coração continuava oprimido pelo pecado do homem natural. Ao aceitamos Jesus como nosso Senhor e salvador, passamos a ser criaturas espirituais, portanto homem espiritual.

No entanto, mesmo Jesus tendo pago todo o preço dos nossos pecados e pecado, estamos ainda presos pelo nosso corpo animal e, portanto, não somos autoimunes à ação do pecado, o que nos leva a continuar cometendo pecados (errando o alvo). Claro, não somos tão pecadores quanto éramos no passado, mas também não podemos dizer diante de Deus que não temos pecado. No fundinho da nossa alma, pode ter alguma ação, ou pensamento que nos leva a pecar. É o fermento na massa: não se vê nem percebe, mas leveda toda a massa.

Somos abençoados pela oportunidade de cultuar ao Senhor livre destes fardos e também pela maravilhosa graça que nos propricia momentos como este, de nos apresentarmos diante de Deus. Não precisamos esperar o dia da Ceia do Senhor para confessar nossos pecados diante de Deus, mas a Ceia é uma excente oportunidade.

Nesta manhã quero ministrar ao seu coração sobre a importância de examinar-mos a nós mesmos diante de Deus. Os nossos pecados mais visíveis podem ser confrontados pelos que caminham conosco e que bênção quando isso acontece, mas há um outro tipo de pecado que contamina tanto quanto, mas que nem sempre percebemos que ele está presente. Muitas das nossas reações às dificuldades do dia-a-dia, são oriundas daquilo que está dentro de nós no nosso consciente e até mesmo no inconsciente.

O objetivo de Deus é que você viva com dignidade e em vitória e não sobrecarregado por pesos e culpas. Lembre-se que o pecado do outro não te torna melhor diante de Deus e que é impossivel estar na luz e manter algo oculto no coração. Para você ser abençoado no altar do Senhor (mesa da Ceia), há três condições (1 Corintios 11.26):

  1. Estar com o coração preparado – 1Co 11.28;
  2. Disposto a eliminar todo o fermento (pecado) – 1Co 5.7-8);
  3. Purificados na sua consciência para fazer com alegria – Hb 10.22

Para isso, toda pessoa precisa examinar-se a sim mesmo. Como fazer isso? Em 2 Coríntios 13.5, o apóstolo Paulo nos dá a receita. Abramos nossas bíblias e leiamos: “ Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé, provai-vos a vós mesmos. Ou não sabeis, quanto a vós mesmos, que Jesus Cristo está em vós? Se é que já não estais reprovados”. Façamos agora uma oração ao Senhor.

Espírito Santo de Deus, nós te invocamos neste momento pois a Palavra do Senhor só pode ser compreendida pela mente espiritual. Não há no mundo capacidade humana para compreender as coisas do Senhor se tu não nos mostrares neste dia. Pai eterno e amado, agradecemos pelo sacrifício vicário de seu filho amado naquela cruz, que nos deu a condição de estarmos perante ti neste dia, mas confessamos que temos pecados que nós mesmos desconhecemos, que estão fermentando dentro de nós e precisamos que o seu Santo Espírito, o Espirito da verdade, da Luz, nos mostre nesta manhã qual a porção de fermento que precisa ser eliminada. Espírito Santo, sem a sua ajuda, somos incapazes de completar tal tarefa, dependemos da sua presença e atuação em nossa vida hoje e sempre, em Nome de Jesus! Glórias ao Senhor!”

Amados, nada é mais importante quanto ao nosso autoexame. Quando deixamos de nos autoexaminar temos que lidar com as consequências do pecado oculto em nossa vida. A simples presença do fermento dentro de nós, representado por uma falta de perdão, raiz de amargura, pensamento limitante, ou negativo, desencadeia as nossas reações que não são exatamente como gostariamos de reagir diante dos fatos. O apóstolo Paulo fala desta contradição em Romanos 7.17-25 (ler): “Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo. Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. Pois, no íntimo do meu ser tenho prazer na lei de Deus; mas vejo outra lei atuando nos membros do meu corpo, guerreando contra a lei da minha mente, tornando-me prisioneiro da lei do pecado que atua em meus membros. Miserável homem eu que sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor! De modo que, com a mente, eu próprio sou escravo da lei de Deus; mas, com a carne, da lei do pecado.

As consequências do pecado oculto em nossa vida aparecem na forma de:

  1. Doenças psicossomáticas e envelhecimento prematuro – Salmo 32.3-5; Sl 51;
  2. Estresse, ranzice, mal humor, ataques de raiva, falta de paz, insônia, depressão;
  3. Perda da comunhão com Deus – Sl 66.18; Is 59.1-2;

Como diz Milton Friedman “não existe almoço grátis; ou você paga na entrada ou paga na saida”.  Olhe para a profundidade da exposição de Paulo, ele está afirmando que embora tenha prazer nas coisas de Deus, nem sempre consegue agir coerente com este prazer. O que ele está dizendo é que tem algo dentro dele que não está coerente, embora tenha uma boa intenção, mas como você sabe, “de bem intencionado, o inferno está cheio”. Então, como nos examinamos?

  1. Agora, tudo que está dentro de nós deve vir à luz, tudo deve ser julgado na luz de Deus. Não pense você que talvez você tenha outro dia. Você não sabe se chegará em casa para o almoço. Deus espera que você destranque a “caixa preta” agora... só você tem essa chave. Não posso te ajudar nisso;
  2. De boa vontade, estamos preparados para trazer o pecado oculto, à luz? Em Gênesis 3.8 e seguintes lemos que Noé de dentro da arca não tinha noção de como estava o mundo ao seu redor;  diz a palavra que ele soltou um corvo e este ficou dando voltas (certamente viu o “banquete” aprodrecido como fruto do pecado daquela geração), e diz também que ele soltou uma pomba (símbolo do Espírito Santo) e esta não achando lugar onde pousar, voltou para a arca. Se o Espírito Santo sondar o seu coração hoje ele encontra lugar para pousar? Ou o corvo vai fazer a festa?
  3. Profundamente, não chame de inofensivo o que Deus chama de pecado. Malaquias 3.7-9, enfatiza que o homem que rouba a Deus é amaldiçoado. Em que roubamos a Deus? Podemos roubar nos dízimos, nas ofertas, na obediência, no nosso tempo de relacionamento e até mesmo roubamos a honra ao Senhor. Em Ageu 1.2, as pessoas afirmavam que suas prioridades e desejos estavam na frente das prioridades de Deus. Não consigo entender, sinceramente, como um crente pode ficar em casa vendo televisão, quando temos cultos abençoados acontecendos nestes dias, como foi na quarta. Que Palavra maravilhosa Deus nos trouxe através do missionário Hugo. Irmão, Deus faz milagres maravilhosos em nossas vidas e às vezes sequer testemunhamos para os outros. Quer um exemplo, esta semana a madre Tereza de Calcutá foi canonizada pelo papa Francisco. Evidente que a história de amor e misericórdia desta mulher servindo ao povo hindu e lidando com as mazelas sociais e culturais daquele povo são para todos nós um exemplo de abnegação e serviço ao próximo, mas só conseguiram registrar dois milagres atribuidos a ela. Mas eu posso lembrar a cada um de nós, quantas respostas de oração nós temos aqui no nosso meio?  Quantas curas, quantas portas abertas, quantos livramentos! Dá para a gente glorificar de pé e um único culto seria insuficiente para glorificar a Deus por tudo que ele tem feito em nós e através de nós. E, é interessante, que multidões do mundo todo vão à Roma, elogiam, celebram a memória de uma pessoa, honrando-a por seus dons e talentos. Muitos mais nós podemos fazer pelo nosso Deus que é o doador de todos os dons e talentos. Glorifique, Igreja do Senhor!
  4. Sem temer, na luz da Palavra – Hb 4.12 – “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”;
  5. Sem piedade, sem dó – “despedace o seu Agague” – 1Sm 13.33; Mt 5.29 – corte a árvore daninha pela raiz; se teu olho, se tua mão... corte o pecado fora; às vezes fazemos um “acordo branco” com o inimigo e depois não percebemos porque estamos amarrados; há outras situações que Deus espera nossa reação de uma forma, mas nós reagimos de outra, olhando primeiro para o nosso EU e depois para Cristo. Diz o ditado popular: “quem poupa o lobo, sacrifica a ovelha”;
  6. Com sinceridade – não como Geazi ou Acã – Js 7; 2Rs 5; Geazi e Acã, tiveram a oportunidade de se arrepender antes que fossem apontados; podiam ter confessado o pecado, podiam ter deixado o pecado, mas, sabe meu irmão, o pecado exerce uma força atrativa muito grande e muitos preferirão abandonar ao Senhor do que confessar seus pecados;
  7. Orando, clamando: sonda-me – Sl 139.23-24 – é um pedido, um clamor para o único que pode mudar as nossas ações, nossos pensamentos. Por melhor que eu possa pregar, por mais motivado que eu esteja, não é suficiente para te levar a uma mudança de atitude, de pensamento. O Senhor está tratando com a sua Igreja hoje; corra para debaixo da sua luz!

Conclusão: podemos e devemos participar sempre da Ceia do Senhor. Não são as nossas limitações, falhas e imperfeições que nos conduzem ao inferno, mas a recusa de sermos sondados, expostos à luz da Palavra. Nenhum de nós neste lugar tem mais moral ou crédito para julgar a vida de alguém, pois nosso olhar é apenas aparente, mas o Deus que te criou e te formou, conhece sua estrutura e sabe o que está até mesmo dentro do seu inconsciente. Examine-se, neste momento. O que precisa ser cortado, renunciado em sua vida? Não olhe nem valorize o que está cortando, mas o ganho que virá de uma vida mais consagrada ao Senhor. Participemos todos da mesa do Senhor!

 

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