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Sáb, Dez 26, 2015

Embaixadores do reino

Em Mateus 4.17, o Senhor Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus. Todos nós sabemos que sem este reino, estávamos debaixo de outro reinado, das trevas e sem esperança. A missão de Jesus, aqui na terra, foi marcada pelo anúncio e proclamação deste novo reino (Mateus 4.23). Essa missão é tão importante, que na síntese do Sermão do Monte que é a explanação dos valores éticos e morais do novo reino, Jesus nos convida a “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e nos garante que com o reino, todas as demais coisas nos serão acrescentadas. Então, o que é um reino? Um reino é poder exercido por uma forma de governo, representado por um povo, onde os valores, a cultura, o modo de pensar e de agir dos seus cidadãos são coerentes com os valores do principal líder deste reino. No reino de Deus, o líder é o próprio Deus, por isso é uma “teocracia” e o seu povo (a igreja), é o seu representante.
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Versão NVI - 18 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. 20 Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus.

Versão Bíblia Viva - Todas essas coisas novas vêm de Deus, que nos trouxe de volta a si mesmo por meio daquilo que Cristo Jesus fez. E Deus nos deu o privilégio de insistir com todos para que se tornem aceitáveis diante dele e se reconciliem com Ele. 19 Pois Deus estava em Cristo, recuperando o mundo para Si, não levando mais em conta os pecados dos homens contra eles, e sim apagando-os. Esta é a mensagem maravilhosa que Ele nos deu para transmitir aos outros. 20 Somos embaixadores de Cristo. Deus nós está utilizando para falar a vocês: Nós lhes imploramos, como se o próprio Cristo estivesse aqui suplicando a vocês: aceitem o amor que Ele lhes oferece - reconciliem-se com Deus.

Em Mateus 4.17, o Senhor Jesus anuncia a chegada do Reino de Deus. Todos nós sabemos que sem este reino, estávamos debaixo de outro reinado, das trevas e sem esperança. A missão de Jesus, aqui na terra, foi marcada pelo anúncio e proclamação deste novo reino (Mateus 4.23). Essa missão é tão importante, que na síntese do Sermão do Monte que é a explanação dos valores éticos e morais do novo reino, Jesus nos convida a “buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça e nos garante que com o reino, todas as demais coisas nos serão acrescentadas.

Então, o que é um reino? Um reino é poder exercido por uma forma de governo, representado por um povo, onde os valores, a cultura, o modo de pensar e de agir dos seus cidadãos são coerentes com os valores do principal líder deste reino. No reino de Deus, o líder é o próprio Deus, por isso é uma “teocracia” e o seu povo (a igreja), é o seu representante.

Após a ressurreição, Jesus transferiu esta responsabilidade de implantar, manter e ampliar este reino, para os seus discípulos. Em Lucas 22.29, Jesus dialoga com seus discípulos e os alerta: “eu vos destino o reino, como o meu Pai me destinou”. Jesus expressou o desejo de governar toda a terra (Mateus 6.9,10).

Em 1Pedro 2.9, lemos a síntese do que é ser deste reino: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”

O apóstolo Paulo tinha muito bem claro em sua mente a missão e para ele, tudo o que importava era cumprir esta missão, independente das circunstâncias pessoais pelas quais estivesse passado. Em Efésios 6.19,20, Paulo afirma que está aprisionado, mas ainda assim, se sente livre em Espírito para continuar sua missão.

A grande verdade é que este mundo está debaixo do poder imperial do mal, pois a Bíblia afirma que o mundo jaz no maligno. Nos assustam as estatísticas de violência, do mal reinante neste mundo. O mundo está em guerra. Neste ano, no Brasil, mais de 154 pessoas foram assassinadas todos os dias, milhares de famílias foram desfeitas, bilhões foram roubados, crianças e velhos perambulam pelos postos de saúde sem atendimento, milhões morrendo nos corredores. Pessoas usando o poder econômico para escravizar, violentar e manipular pessoas. O mundo está assim, por falta de Deus.

É justamente neste ambiente de trevas e terror, que o Reino de Deus precisa ser implantado. Mas para Deus implantar este reino, a figura mais importante não é a de um militar estrategista e sim de um embaixador.

O que é um embaixador? O embaixador é um porta-voz oficial de uma nação num país estrangeiro. A palavra grega usada por Paulo para “embaixador” é presbeuein. Esse termo tem um rico pano de fundo. William Barclay diz que as províncias romanas estavam dividas em duas formas. Uma parte estava sob o controle direto do Senado, e a outra, sob o controle direto do imperador. As províncias pacíficas, onde não havia tropas, estavam sob a égide do Senado, e as províncias perigosas, que eram sede das tropas romanas, eram imperiais. Nelas, o presbeutes era o representante direto do imperador, o que administrava a província em favor do imperador. O presbeutes cumpria, assim, uma missão direta do imperador.

Warren Wiersbe diz que este mundo encontra-se rebelado contra o Senhor. No que se refere a Deus, o mundo é uma “província imperial”. Assim, Deus enviou seus embaixadores para declarar paz, e não guerra. “Rogamos que vos reconcilieis com Deus” (5.20). Que grande privilégio ser embaixador do céu para os pecadores rebeldes deste mundo.

O embaixador, o presbeutes, tem um significado ainda mais interessante. Quando o Senado romano decidia que uma região devia converter-se em província enviava a ela dez presbeutai ou emissários, que junto com o general vitorioso, acertavam os termos da paz com os derrotados, determinavam os limites da nova província e promulgavam uma constituição para sua nova administração. Depois, voltavam, dando relatório de tudo ao Senado para que este ratificasse as decisões. Esses embaixadores eram, dessa forma, responsáveis por atrair os homens à família do Império Romano. Não por acaso, os demais povos eram considerados bárbaros, ou seja, não civilizados.

Em face do exposto, podemos destacar algumas lições importantes.

1º - um embaixador tem o ministério da reconciliação (5.18). Colin Kruse diz que Deus não só reconciliou o mundo consigo mesmo, mas também comissionou mensageiros para proclamar essas boas novas. Todos quantos derem ouvidos ao chamado para o arrependimento e a fé experimentarão a alegria da reconciliação com Deus.

Antes nós éramos inimigos de Deus; agora, somos embaixadores da reconciliação. Antes estávamos perdidos; agora, buscamos os perdidos. Neste mundo marcado pelo ódio, pela guerra e por relacionamentos quebrados entre o homem e Deus e entre o homem e seu próximo temos um glorioso ministério, o ministério da reconciliação. Reconciliar é construir pontes, melhorar relações entre as pessoas, tornar possível que inimigos se tornem amigos.

Ray Stedman é enfático quando diz que a boa-nova não nos chega por intermédio de anjos. Não nos é anunciada dos céus por vozes fortes, impessoais. Nem nos chega por nos debruçarmos sobre empoeirados volumes do passado. Em cada geração, ela é transmitida por homens e mulheres que falam de uma experiência que eles próprios viveram. Na verdade, o cristianismo autêntico é Cristo falando aos homens, pelo Espírito, por nosso intermédio nos dias de hoje. A palavra declara que somos atraídos por cordas humanas e laços de amor (Oséias 11.4).

2º, um embaixador prega a mensagem da reconciliação (5.20). O embaixador exorta aos homens, em nome de Cristo, que se reconciliem com Deus. Charles Hodge alerta para o fato de que a palavra katallassein, “reconciliação”, aqui, está na voz passiva. O homem não tem poder de por si mesmo reconciliar-se com Deus. O homem só pode receber a reconciliação providenciada por Deus. A reconciliação é efetuada pela morte de Cristo. Deus é agora propício a nós. Ele pode agora ser justo e o justificador do injusto. O que temos que fazer é não recusar a oferta do amor de Deus.

Nessa mesma linha de pensamento, Daniel Mitchell diz que Paulo não chama os pecadores para mudar a si mesmos, porque ele já afirmou que Deus é quem faz a reconciliação (5.18). Em vez disso, ele roga a eles que se submetam à obra reconciliadora de Deus.

3º um embaixador ostenta uma imensa responsabilidade (5.20). O embaixador fala em nome do seu governo e representa o seu país. Destacamos três características de um embaixador:

  1. O embaixador vive em terra estranha. Um embaixador é um cidadão de seu país em um país estrangeiro. Vive entre pessoas que quase sempre falam um idioma distinto, que têm uma tradição diferente e um estilo de vida também diferente. Nós nascemos de cima, do alto, do Espírito. O céu não é apenas nosso destino, mas também nossa origem. Nossa Pátria está no céu. Aqui somos peregrinos e estrangeiros. Vivemos em terra estranha. No entanto, para cumprir com a nossa missão, precisamos compreender os valores do mundo, comunicar com estes valores e atrair as pessoas para que a operação de mudança possa ocorrer. A casa de cada cristão deve ser uma “embaixada” do reino do Céus, um lugar para onde as pessoas em conflito possam encontrar paz, segurança e oportunidade de mudança de vida.

  1. O embaixador fala em nome do seu governo. O embaixador não representa a si mesmo nem fala em seu próprio nome. Ele representa o seu governo. Ele fala em nome do seu país. Quando ele fala, sua voz é a de sua pátria. Transmite a mensagem, a decisão e a política de seu país. Um embaixador seria sumariamente despedido caso descumprisse as ordens de quem o envia e deixasse de representar fielmente os interesses do seu país. Ray Stedman está correto quando diz que a palavra do embaixador tem o respaldo da nação que o enviou, mas apenas quando essa palavra representar realmente o pensamento e a vontade do Estado que representa.

  1. O embaixador tem suas mãos a honra de seu país. O embaixador tem em suas mãos a honra de seu país. Seu país é julgado por meio dele. Quando as pessoas escutam suas palavras e observam suas ações, dizem: “Essa é a maneira como esse país pensa e age”. O embaixador quando age, não o faz apenas como agente, mas também como o representante legítimo de seu soberano. A honra de Cristo e de sua igreja está nas mãos dos embaixadores de Deus. Percebeu como é grande o nosso desafio e responsabilidade? Será que os políticos que se dizem cristãos estão de fato sendo cristãos? Será que os dirigentes que se dizem cristãos, estão de fato sendo cristãos? Será que nós, simples povo de Deus estamos sendo cristãos? É muito fácil apontar o erro na vida de uma figura proeminente do governo, mas e nós? Precisamos ser cristãos nos mínimos detalhes da nossa vida.

4º Todo embaixador precisa assumir solenes compromissos. Destacamos três compromissos que um embaixador deve assumir:

  1. O embaixador deve transmitir a mensagem que ouviu. O embaixador só pode falar em nome do seu governo a mensagem que recebeu do seu governo. Ele não cria a mensagem, ele a transmite. O embaixador entrega a mensagem do rei com a autoridade do rei, ele não fala como substituto do rei, mas em nome deste. Mudar a mensagem do evangelho para agradar aos homens ou auferir lucro, como faziam os falsos apóstolos, é um ato de rebelião contra Deus e conspiração contra sua Palavra.

  1. O embaixador vai para onde o seu país o envia. O embaixador não determina o lugar para aonde quer ser enviado. Ele é um servo do seu país, e não um autônomo. O embaixador de Cristo é um servo da missão, e não um autônomo que dirige sua própria agenda.

  1. O embaixador não se naturaliza, ele é sempre um estrangeiro. Um embaixador não muda de cidadania. Ele nunca se naturaliza. Ele é sempre um representante de sua nação em terra estranha. Não devemos nos apegar a este mundo. Aqui somos embaixadores. Aqui representamos nossa Pátria. Não somos daqui. Estamos aqui em missão especial.

  1. 5º O embaixador tem uma mensagem solene e urgente (5.20). A mensagem que anunciamos é a maior, a mais importante, a mais vital e a mais urgente mensagem que o homem pode ouvir. E a mensagem da reconciliação. O Deus que reconciliou o mundo consigo mesmo, pela morte de seu Filho, agora apela ao mundo, por intermédio de seus embaixadores, para que se reconcilie com ele.

Algum juiz já implorou a um criminoso culpado para aceitar o seu perdão? Algum credor já instou com um devedor arruinado para receber o perdão completo da sua dívida? Ah! O Deus todo-poderoso apela a você. Ele clama ao seu coração. Ele exorta-o a se reconciliar com ele.

O maior milagre que existe não é a cura de um câncer ou a prosperidade material. Uma pessoa pode ser curada e ir para o inferno, outra pode ter os seus problemas materiais resolvidos e ainda assim, ir para o inferno. O maior milagre é a salvação do homem, essa mudança completa de natureza que só pode ocorrer de dentro para fora do ser humano. Jesus nos adverte para não retermos a mensagem, como na parábola dos talentos, onde um daqueles homens escondeu o talento na terra e não cumpriu sua missão, embora fosse bem-intencionado.

Apesar desta mensagem ser urgente e importante, o embaixador (você e eu), não pode exercer de qualquer jeito. Portanto, para ser um bom embaixador de Deus nesta terra é preciso:

  1. Temer ao Senhor – é fácil se comportar quando os outros estão olhando, mas e quando estamos só? – Deus não dá autoridade a quem não tem temor. Se a autoridade vem de Deus, devemos no mínimo repensar se estamos sendo fiéis ao desejo do nosso Deus;
  2. Amar ao Senhor e ao próximo - Jonas cumpriu a sua missão, mas falhou em amar; para fazer bem nossa tarefa é necessário compaixão, isto é diferente de dó, pena ou qualquer outra consideração;
  3. O cristão que valoriza mais coisas que pessoas precisa rever seus conceitos – você pode ter mais facilidade de lidar com coisas do que com pessoas, mas lembre-se que as coisas existem por causa das pessoas e não o contrário;
  4. Para amar, precisamos ser humildes; humildade não é ser pobre, mas é servir, ser gentil, ser amável, estar sempre disposto a aprender; estar disposto a relevar certas coisas para alcançar algo maior; é discordar com amabilidade.

Conclusão – A bíblia afirma que haverá uma recompensa para os embaixadores do Rei:

  1. 1Coríntios 15.58 afirma que o nosso trabalho não é vão no Senhor;
  2. O Salmo 126.6 afirma que aqueles semeiam em lágrimas segarão com alegria; aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando voltará, SEM DÚVIDA, com alegria, trazendo consigo os seus molhos (resultados);
  3. 2Timóteo 4.8 – nos garante que a coroa da justiça já está guardada;
  4. 1Coríntios 9.25 declara que esta coroa é incorruptível, ou seja, jamais perderá seu valor e seu brilho.
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