Nosso púlpito

Quando iniciamos o campo missionário em Vitória (ES) em janeiro de 2009, numa garagem, não tínhamos nada, sequer uma mesinha para expor a Bíblia, que tinha que ficar nas mãos do pregador... me lembro de um culto especial, onde algumas irmãs que tinham ficado em Vitória, no final do Conafebi de Aracruz, entre elas a irmã Nívea Falcão, fez um desafio de oração para que o Senhor nos enviasse este importante mobiliário para a Casa de Deus; O tempo passou, alguns meses mais tarde, o pastor Joel Braga, nos doou um púlpito simples, um suporte para Bíblia, mas útil, que usamos. Agora, em junho de 2011, Deus preparou o púlpito e o marceneiro,...

nosso irmão Francisco, sentiu no seu coração de fazer um novo púlpito para a igreja. Quando ele me pediu o desenho do púlpito, eu me lembrei de uma conversa que tinha tido no dia anterior com o pastor Eliézer Corrêa de Souza (IBI Cascavel-PR, um amigo e conselheiro), onde estávamos conversando sobre os pilares de sustentação da Igreja de Jesus Cristo.... e ele foi falando, debatendo.... e me “deu” mais uma aula de eclesiologia.... “...a Igreja deve ter quatro pilares básicos... 1-  Palavra – pregar de forma que alimente o rebanho e o alicerce na Palavra. 2 – Oração – levar a Igreja ao compromisso da oração. 3 – Liberdade para a ação do Espírito Santo, permitir que ele dirija a Igreja, trazendo os métodos e estratégias adequados para cada momento. 4 – Ser uma Igreja missionária, investir em missões, a nível local, regional, nacional e povos não alcançados. Se uma Igreja estiver fazendo isso ela crescerá naturalmente”....  e, na hora que o irmão Francisco me pediu um desenho, não tive dúvidas, ai estavam os quatro pilares importantes que precisavam ser retratados no nosso novo púlpito. Mais uma vez as orações foram respondidas... Obrigado, Irmã Nívea Falcão, pastor Joel Braga e pastor Eliézer, obrigado irmão Francisco, obrigado Senhor!


Mas para que serve um púlpito mesmo?


O púlpito é um lugar privilegiado, de onde a cada domingo, cada culto, cada reunião, posso me dedicar a expor a Sua Palavra e aquilo que o Senhor tem me falado. Já se disse que o púlpito representa uns 5% do trabalho de um pastor, porém, é neste lugar que realmente as pessoas podem perceber os outros 95% do nosso trabalho e, acima de tudo, do nosso relacionamento com o Senhor. Assim, o púlpito é importante, essencial, útil e especialmente representa a investidura da Palavra proferida. Como pastor, um dos mais importantes instrumentos de “trabalho” é o púlpito, o lugar onde expomos a Palavra de Deus, onde argumentamos, onde ministramos cura aos corações, de onde lançamos à Palavra aos corações dos ouvintes.
 
Tenho orado ao Senhor para que Ele me dê mais graça a cada dia, cada culto, para que a minha pregação (a forma de transmitir) seja condizente com a grandiosidade da mensagem que Ele me dá. Precisamos definir o que é púlpito. As igrejas utilizam esse móvel chamado púlpito para que os preletores preguem. Ele encontra-se no centro da plataforma, geralmente elevada, dando assim uma conotação de autoridade e centralidade. Na Reforma Protestante o altar foi praticamente removido, deixando toda a atenção dedicada ao púlpito, reforçando ainda mais a centralidade da pregação.
 
Mas para que um púlpito não serve? Sendo o púlpito um lugar para pregar a Palavra de Deus, temos visto, ao longo da vida cristã, muitos usos inadequados do púlpito das igrejas para jogadas de poder, principalmente político: nada justifica a abertura do púlpito a politicagem. A igreja precisa de uma vez por todas posicionar-se contra qualquer manobra política que a envolva, inclusive a política eclesiástica.
 
O púlpito cristão também não serve como lugar de contar piadas, falar de times de futebol... há pastores que sabem entreter o povo, gostam de repetir no púlpito as histórias que ouvem nos gabinetes, ilustrações de mau gosto, palavras chulas...  o povo sai do culto lembrando mais das piadas e trejeitos  do pastor do que da Palavra de Deus.

O púlpito cristão também não serve para seminários de auto-ajuda ou palestras motivacionais: Os pastores de hoje em dia, mesmo que sem intenção acabam caindo nos discursos da auto-ajuda. Hoje há muita filosofia e crendices sendo pregados como se fossem verdade e no fundo, apenas amortece os problemas e não serve para o amadurecimento de um crente, apenas mais muletas e sonhos ilusórios. Precisamos pregar a ajuda que vem do alto, a única que pode mudar a vida de uma pessoa por completo.
 
O púlpito cristão também não serve para barganhas financeiras: às vezes o culto tem se tornado o “leilão da fé”;  entregar o dízimo ou a oferta não é moeda de troca com o Senhor. Deus não é mendigo, nem mercenário, muito menos um negociante. No púlpito precisamos ensinar o que a Bíblia diz, ofertem com liberalidade e plena consciência de que isso é um gesto de amor.
 
O púlpito cristão também não serve para resolver os problemas da igreja, fazendo o “pastoreio à distância”...., inúteis tentativas de dar indiretas ou de intimidar o povo: Se um membro tem problema, chame-o e resolva, não é sábio submeter a igreja toda aos problemas dos outros.
 
O púlpito também não serve para o pastor aliviar suas frustrações e traumas. Sob a égide da “transparência” de vida, falam de si mesmos mais do que de Deus. Na Bíblia há exemplos suficientes de pessoas com falhas e defeitos.
 
Púlpitos para a glória de Deus! A palavra de Deus é pura, simples, profunda e para todos, em todo o tempo; precisa ser pregada, com seriedade, com graça, amor e unção... e o que me agrada é saber que o Senhor conta comigo e com você, pastor/pregador, nesta prestimosa tarefa. Gosto muito do texto de Marcos 16.20, quando encerra o Evangelho de Marcos, com a seguinte sentença: “os discípulos saíram pregando por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiam” (interpretação livre). Como é bom saber que o Senhor está empenhado comigo, quando prego a Sua Palavra.

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