Eclesiologia

A expressão ‘sete Espíritos de Deus’, chama atenção ao ler o Apocalipse, pois só existe um Espírito do único Deus e como então seriam sete? O propósito deste termo é se referir à presença plena do Espírito Santo nos últimos dias (Joel 2.28-30). A palavra "sete" em Hebraico é a mesma para jurar ou garantir trazendo também o sentido de estar cheio ou completo. No Apocalipse, o número 7 demonstra que está perto de ser concluída a vontade de Deus para a humanidade. Por isso traz uma sequência de números sete: 7 igrejas > 7 selos > 7 trombetas > 7 taças.

A igreja em Sardes foi morrendo aos poucos até esvaziar-se por completo do Espírito Santo. Agora, já não passava de um cadáver. Mas aos olhos humanos, parecia bem viva. Assemelhava-se aos defuntos preparados em ricas funerárias. Bem maquiada e vestida ricamente, impressionava por sua vida sem vida. Ela, porém, já começava a cheirar mal. Muitas igrejas, hoje, assemelham-se a Sardes. Morreram e não o sabem. Vivem do passado, pois já não existem no presente. Ao invés do registro do novo nascimento, possuem o atestado de um óbito que poderia ter sido evitado. Era só angustiar-se por um avivamento.

Nas páginas iniciais de Apocalipse, nosso Senhor se apresenta como o santo guerreiro celestial (1.12-20) que prepara o seu povo para conquistar os seus inimigos (2.7, 22, 17, 26; 3.5, 12, 21) ao exortá-los a ouvirem o que o Espírito tem a dizer nas cartas que ele escreve a sete igrejas. Notavelmente, embora ele escreva cada carta a uma igreja particular, Cristo insiste que cada uma delas seja ouvida por todos (2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22), tornando cada uma delas, efetivamente, uma “carta aberta” para todos os crentes lerem. O que, então, Cristo deseja que aprendamos de sua carta à igreja de Tiatira? Para ouvir essa lição, nós precisamos examinar alguns aspectos chave da carta que Cristo escreveu aos cristãos de lá.

26 E ao que vencer, e guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações; 27 E com vara de ferro as regerá; e serão quebradas como vasos de oleiro; como também recebi autoridade de Meu Pai... Em uma série contínua de promessas (Ap. 2:7, 11, 17, 26; 3:5, 12, 21) Jesus promete para aquele que vence nada menos que a autoridade do Rei de Israel sobre as Nações do Mundo prometida nos Escritos. O versículo citado acima vem do Salmo 2:9 e como podemos ver o vs 28 aplica-se sobretudo ao próprio Jesus Cristo (ver também Ap. 12:5; 19:15). Cristo ainda promete contundentemente compartilhar seus próprios direitos da coroa com aqueles que guardarem seus mandamentos (obras) por tanto tempo quanto necessário.

Satanás estava presente e ativo na Ásia quando Jesus enviou estas cartas às igrejas. Ele tinha sinagogas em Esmirna (2:9) e Filadélfia (3:9), e um trono em Pérgamo (2:13). Em Tiatira, ele tinha uma profetisa que incentivava as pessoas a conhecerem as “coisas profundas de Satanás”. Para servir a Deus num ambiente cheio da influência do diabo, o discípulo de Cristo teria que lutar e confiar em Deus, confiante da recompensa para os vencedores. Vejamos os detalhes desta carta ao anjo da Igreja em Tiatira (2.18-29).