Cartas às sete Igrejas

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5.2 ESMIRNA

Durante o período em que Paulo ficou em Éfeso, na sua terceira viagem evangelística, “todos os habitantes da Ásia” ouviram o evangelho de Jesus (Atos 19:10). Pedro incluiu os eleitos e forasteiros da Ásia entre os destinatários de sua primeira carta (1 Pedro 1:1). É bem possível que a igreja em Esmirna, uma cidade situada aproximadamente 65 km ao norte de Éfeso, esteja incluída nestas citações. Mas, a primeira vez que ela é identificada por nome é nas citações no Apocalipse. Por isso, não temos informações específicas sobre esta igreja, além dos quatro versículos desta carta ao anjo da igreja em Esmirna. O pouco que sabemos é positivo. Esta carta elogia e encoraja, sem oferecer nenhuma crítica dos cristãos em Esmirna.

A igreja em Esmirna(8): Hoje conhecida com Izmir, a terceira maior cidade da Turquia e o segundo mais importante porto do país, Esmirna era uma cidade antiga de uma região habitada durante milhares de anos antes de Cristo. A antiga cidade foi destruída pelos lídios em 600 a.C. e reconstruída pelos gregos no final do 4º século a.C. A cidade ganhou nova vida, e pode ser descrita como uma cidade que morreu e tornou a viver. Durante o domínio romano, Esmirna se tornou um centro de idolatria oficial, conhecida como Guardião do Templo (grego, neokoros). Foi a primeira cidade da Ásia a construir um templo para a adoração da cidade (deusa) de Roma (195 a.C.). Em 26 d.C., foi escolhida como local do templo ao imperador Tibério. Foram descobertas imagens, na praça principal da cidade, de Posêidon (deus grego do mar) e de Deméter (deusa grega da ceifa e da terra).

Na época do Novo Testamento, Esmirna provavelmente tinha uma população de aproximadamente 100.000. Por ser um porto excelente, facilitando o comércio entre a Ásia e a Europa, era uma cidade próspera.

A IGREJA EM ESMIRNA – (Tempo na história – 100 a 313 d.C.) – A Igreja perseguida.
Mensagem

– Eu sei as tuas obras

– Sei das tuas tribulações

– Conheço a tua pobreza, mas tu és rico

– Não temas as coisas que hás de padecer

– O diabo lançará alguns na prisão

– Terás uma tribulação de dez dias

– Sê fiel até a morte

O período da Igreja de Esmirna foi o tempo dos mártires. Os cristãos eram perseguidos e mortos, jogados nas arenas de leões, crucificados ou queimados em fogueiras.

O DESTINO DOS APÓSTOLOS

Todos os apóstolos que andavam com Jesus morreram como mártires, com exceção de dois: Judas Iscariotes, que traiu Jesus e acabou se enforcando, e João, que após ser exilado na ilha de Patmos, obteve a liberdade e morreu de morte natural. Com os demais apóstolos ocorreu o seguinte:

Paulo – Não era apóstolo oficialmente, foi considerado apóstolo dos gentios por causa da sua grande obra missionária nos países gentílicos. Foi decapitado em Roma por ordem de Nero.

Matias – Ficou no lugar de Judas Iscariotes, foi martirizado na Etiópia.

Simão – O zelote, foi crucificado.

Tiago (O mais Jovem) – Pregou na Palestina e no Egito, sendo ali crucificado.

Tiago (O mais Velho) – Pregou em Jerusalém e na Judéia. Foi decapitado por Herodes.

Mateus – Morreu como mártir na Etiópia.

Tomé – Pregou na Pérsia e na Índia, sendo martirizado perto de Madras no monte de São Tomé.

Bartolomeu – Serviu como missionário na Armênia, sendo golpeado até a morte.

Filipe – Pregou na Frígia e morreu como mártir em Hierápolis.

André – Pregou na Grécia e Ásia Menor. Foi crucificado.

Simão Pedro – Pregou entre os judeus chegando até a Babilônia, esteve em Roma, onde foi crucificado com a cabeça para baixo.

“Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará;” 2 Timóteo 2:12
Recompensa

2:11 – “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O vencedor de nenhum modo sofrerá dano da segunda morte.”

De nenhum modo sofrerá dano da segunda morte: o castigo eterno (20:6,14; 21:8). Os perseguidores poderiam até causar a primeira morte, mas os fiéis não sofreriam a segunda morte (veja Mateus 10:28).


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