Eclesiologia - alcancevitoria | 2016

Escrito por Elísio Quintino

Jesus incumbiu João de enviar cartas ao anjo das sete Igrejas (Apocalipse 2.1 - 3.22) com observação que são pertinentes até os dias atuais. Nos capítulos 2 e 3, o Senhor deu mensagens especiais a cada uma dessas igrejas. Cada carta segue quase o mesmo modelo: a) uma comunicação ao anjo que representava a igreja; b) uma frase descrevendo Jesus; c) um comentário das boas coisas feitas pela igreja; c) uma repreensão pelas más coisas que Jesus observava; d) encorajamento para corrigir o erro; e) uma exortação a ouvir; f) uma promessa àquelas que triunfassem.  A cada semana estamos ministrando uma nova parte do livro de Apocalipse, e semanalmente estaremos colocando os esboços detalhados neste site.  Com base nestes estudos, vamos buscar de Deus as soluções para a nossa Igreja, no tempo atual.

1. Introdução

Cada uma das sete cartas que Jesus mandou que João escrevesse às Igrejas da Ásia, são dirigidas ao “anjo da igreja”, ou seja, ao pastor e consequentemente ao povo da igreja naquela cidade. “Ao anjo da Igreja...” Aqui se refere aos líderes da Igreja pastores, presbíteros e etc. E os pastores sãorepresentados como anjos porque são enviados de Deus são seus mensageiros para aviso do Corpo de Cristo.  “Ao anjo... Escreva...” Essa palavra escreva tem a dizer as Escrituras, pois quando Deus falar ao anjo da Igreja ou o pastor ele terá um base sólida de verdade que é a Escrita, ou seja, as Sagradas Escrituras.

“Estas são as palavras daquele que tem as 7 estrelas em sua mão direita...” Estrelas no Apocalipse tem significado de Anjo e Anjo no Apocalipse tem significado de liderança como já dito pastores e líderes. Mão direita ou destra tem um significado de força e poder no Apocalipse, ou seja, Jesus está dizendo que ele tem em suas Mãos a liderança da Igreja, então ele exerce autoridade sobre a Igreja, ele cuida de sua Igreja porque tem ela em suas
mãos sobre seu domínio e poder! – Ap 2.1

“e anda entre os 7 candelabros de Ouro.” Candelabro no Apocalipse ele tem como referencia a Igreja, pois um Candelabro tem 7 pontas para colocar velas e ao todo são 7 Igrejas representando então que todas são um Corpo. O verbo andar no grego é a palavrinha “peripatéo” (peripatético) que não quer dizer somente andar, e sim viver, então quando João diz que ele anda entre os Candelabros ele quer afirmar que ele não só anda, mas vive e conhece a sua Igreja em seu intimo. Ouro neste texto quer representar a importância da Igreja para Cristo, pois o Ouro sempre foi de fato muito valioso. – Ap 2.1

Estas sete Igrejas, na providência de Deus, nos fornecem um modelo de todas as igrejas, de todas as épocas, e, portanto, são representativas.

As características daquelas igrejas, são pois encontradas em sete fases distintas de toda história da igreja na Terra; desde o pentecostes até a volta de Cristo à Terra. Assim como para aquelas cidades, as cartas contem elogios e repreensões para estas épocas da igreja através dos séculos.

As sete igrejas também simbolizam 07 tipos de Igrejas escatológicas encontradas nos últimos dias. O Senhor Jesus inicia, então, o Seu exame sobre a igreja com a expressão: “Eu sei as tuas obras”. Jesus é onisciente, sabe e conhece tudo o que se passa, inclusive o que está em nosso interior (Jo.2:24,25). – Neste exame, o Senhor Jesus começa falando a respeito das qualidades da igreja e de seu pastor. Cabe aqui, por primeiro, uma pequena digressão sobre o fato de o Senhor Se dirigir ao anjo da igreja, ao pastor dela e não à igreja diretamente.

Esta expressão do Senhor mostra, claramente, que, por ter sido Ele quem deu o pastor à igreja, tem o pastor uma responsabilidade perante o Senhor com respeito ao rebanho que lhe foi confiado. Por isso, o apóstolo Pedro exorta os ministros a apascentar o rebanho do Senhor, tendo cuidado dele, não como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho (I Pe 5.2,3).

O ministério é uma demonstração de confiança que Jesus dá ao ministro, pondo-o à frente do rebanho, determinando que o ministro cuide deste rebanho, que continua pertencendo unicamente ao Senhor, a Deus. O ministro não passa de um “depositário”, ou seja, alguém que é incumbido de guardar, zelar e cuidar daqueles que foram comprados pelo precioso sangue de Jesus (I Pe 1.18).

Mas, precisamente por estar à frente do rebanho, é o pastor quem encaminha as ovelhas do Senhor para este ou aquele local. Pode o pastor guiar o povo do Senhor tanto para as pastagens verdejantes, quanto para os abismos e desertos. Eis a razão pela qual a carta é endereçada ao anjo da igreja, pois é ele quem está a conduzir o povo. O que se fala dele, aplica-se a todo o rebanho, pois é ele o responsável pela condução e orientação dos servos do Senhor, pelas trilhas que estão sendo utilizadas pelo povo de Deus.

A salvação é individual, tanto que o Senhor Jesus, no término de cada carta, faz promessas “ao que vencer” e não ao anjo, mas é inegável que a ação do ministro é importante para o delineamento da vida dos crentes em geral. Afinal de contas, os ministros são postos para o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação do corpo de Cristo em amor (Ef 4.11-16) e, sem dúvida alguma, um mau exercício ministerial representará um prejuízo considerável nesta indispensável tarefa de que necessitamos para atingirmos o último estágio da salvação, que é a glorificação do nosso corpo, a perfeição do Cristo homem vencedor.


2. SIGNIFICADO DO NOME, CARACTERÍSTICA e ÉPOCA NO TEMPO.

1. ÉFESO Igreja autêntica, apostólica 30 a 100 d.C

2. ESMIRNA Mirra (latim) Igreja perseguida, atribulada 100 a 313 d.C

3. PÉRGAMO Cidadela (grego) Igreja mundana, estatal 313 a 590 d.C

4. TIATIRA Igreja papal, corrupta 590 a 1517 d.C

5. SARDES Igreja da Reforma, morta 1517 a 1730 d.C

6. FILADELFIA Amor fraternal (grego) Igreja missionária, evangelistica, fiel 1730 d.C. até o arrebatamento

7. LAODICÉIA Que pertence a Laodice, mulher de Antíoco II Igreja morna, apóstata, 1900 d.C. até a Segunda volta de Cristo


3. EM CADA CARTA EXISTE UMA MENSAGEM CENTRAL:

1 ÉFESO: Deixaste o primeiro amor, arrepende-te.

2 ESMIRNA: Tereis uma tribulação de dez dias, sê fiel até a morte.

3 PÉRGAMO: Tens lá os que seguem a doutrina de Balaão, arrepende-te.

4 TIATIRA: Toleras Jezabel.

5 SARDES: Tens nome de que vives, e estás morto.

6 FILADELFIA: Eis que diante de ti pus uma porta aberta.

7 LAODICÉIA Nem és frio nem quente, estou a ponto de vomitar-te.

4. Para cada igreja Jesus se revela com uma das características da visão de Cristo Glorificado, como sendo aquele que tem a resposta para a necessidade daquela igreja.

1. Para a igreja ortodoxa e sempre esforçada em Éfeso, Cristo é aquele que tem as igrejas na sua mão direita, isto é, que lhe sustenta a obra.

2. Para a igreja atribulada em Esmirna, na véspera de martírio, Jesus apresenta-se como aquele que havia experimentado a perseguição, até mesmo a morte e havia vencido.

3. À igreja mundana em Pérgamo, Cristo glorificado é quem maneja a espada dividindo a igreja do mundo.

4. Para a igreja corrupta, Tiatira, Cristo é Juiz com olhos como chamas de fogo.

5. Para a igreja morta, Sardes, Jesus tem os sete Espíritos de Deus e pode ressuscitar os crentes da morte para a vida.

6. À igreja missionária, Filadélfia, Cristo é quem quer abrir a porta para a evangelização.

7. Para a igreja morna, Laodicéia, Cristo é a Fiel e Verdadeira Testemunha, tirando da igreja a máscara da satisfação em si mesma.

5. O conteúdo das cartas