IDS - Índice de Desenvolvimento Espiritual

Paulo apresenta 3 condições em que o homem se encontra: 1ª - Condição Natural - “Ora, o HOMEM natural, não aceita as coisas do Espírito de Deus...” 2ª - Condição Carnal - “. E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a homens carnais...” 3ª - Condição Espiritual - “. Mas o homem espiritual, julga todas as coisas, ...nós temos a mente de Cristo.” O índice de Desenvolvimento Espiritual é uma ferramente de análise individual e coletiva para ser aplicada para uma Igreja toda ou para análise individual.

A dificuldade de mensurar o crescimento espiritual é um dos grandes desafios da vida cristã. Muitos demonstram-se ansiosos por experimentar a presença de Deus de maneira mais marcante. Em alguns casos, essa sede espiritual chega a esbarrar em uma certa frustração quando esse “algo mais” não é percebido na experiência com Deus. “Crescimento espiritual pode ser assim definido: "é um contínuo crescimento de amor a Deus e ao próximo, revelado por um caráter transformado que reflitam atitudes e comportamentos semelhantes aos ensinados e vivenciados por Jesus.” (Mateus 22:37-39). Podemos medir o Crescimento Espiritual? Como podemos medir o Crescimento? De que maneira se processa o Crescimento Espiritual de uma pessoa? Existe alguma relação entre o crescimento de uma pessoal e seu comportamento? O Crescimento Espiritual pode ser medido do mesmo modo que medimos outras áreas da vida?

Em 10 de abril de 1901, Duncan Macdougall, um médico em Haverhill, Massachusetts, completou um experimento destinado a medir a alma humana, o primeiro dos seis que completaria em sua vida. Usando uma escala industrial projetada para pesar seda, com precisão de um quinto de uma onça, Macdougall pesou um paciente masculino com tuberculose antes e imediatamente depois que ele morreu. Demorou três horas e quarenta minutos para o homem expirar e, no momento de sua morte, ele perdeu três quartos de uma onça. Isso, pelos cálculos de Macdougall, era o peso da alma humana.

De acordo com o livro de Mary Roach, “Spook: Science Tackles the Afterlife”, Macdougall não publicou suas descobertas até 1907, quando sua pesquisa apareceu no Journal of American Society for Physical Research and American Medicine . Em março daquele ano, o Times publicou uma matéria chamada "Soul Has Weight, Physician Thinks". Talvez por não ter conseguido encontrar seres humanos adicionais, Macdougall realizou o resto de sua pesquisa em cães, que ele determinou não ter almas. porque seus pesos não mudaram após a morte.

IMPEDIMENTOS AO CRESCIMENTO ESPIRITUAL - a) indiferença quanto às praticas espirituais; b) ausência ou baixa frequência aos cultos e programações na Igreja; c) Falta leitura bíblica; d) negligência na oração; e) baixo investimento pessoal na vida cristã; f) compromissos obscuros; g) exaltação do EU.

O OBJETIVO DE DEUS PARA O HOMEM -  “...que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. “ (I Tm 2:4)“crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.” (2 Pd 3:18)“Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo,” (Ef. 4:13)“Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” (I Corintios 2:16)“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de  Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (II T,m 3:16,17).

O fato de a vida espiritual não ser mecânica a torna difícil de ser medida. A própria tentativa de definir espiritualidade já é uma tarefa árdua. Uma das causas de frustrações na busca por uma vida espiritual mais robusta é exatamente essa subjetividade. A conversa entre Jesus e o jovem rico, registrada nos evangelhos, revela exatamente esse dilema: “Que farei de bom parar ter a vida eterna? […] A tudo isso [mandamentos] tenho obedecido. O que me falta ainda?” (Mt 19:16,20). O ponto central da resposta de Jesus – “venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro nos céus. Depois, venha e siga-me” – é que espiritualidade não tem que ver simplesmente com tarefas, metas, objetivos, competência ou perfeição, mas com relacionamento, intimidade e conexão.

Embora relacionamentos sejam subjetivos, ainda assim são mensuráveis. Porém, eles necessitam de métricas diferentes para a avaliação de sua eficácia. Em síntese, vemos três coisas:Conhecimento da Palavra + Devoção + Prática = Crescimento Espiritual. No entanto, Há enganos sobre a maturidade espiritual que precisam ser conhecidas e equacionadas: a) Maior Freqüência a um templo; b) Participação Atividades da Igreja; c) Tempo de Conversão; d) Desempenho Função Especial; e) Apresentar Comportamento Maduro. 

Diagnóstico Estatístico de Práticas Espirituais de Alguns Cristãos:  Oração = 80% praticam; Leitura Bíblica= 75% praticam; Dízimos = 60% são dizimistas; Oferta a Missões= 30% contribuem; Culto Doméstico= 10% fazem; Ganhar Almas = 5% conseguem; Discipulam alguém = 1% faz discipulado

Como resultado, podemos inferir que: a) 20% dos Crentes nunca Oram!; b)  25% dos Crentes nunca leem a Bíblia!; c) 40% dos Crentes nunca dizimam! d) 70% dos Crentes nunca ofertam à missões! e)  90% dos Crentes nunca se reúnem para ter um tempo devocional familiar! f) 95% dos Crentes nunca ganham uma alma para Jesus Cristo! g) 99% dos Crentes nunca discipulam novos convertidos!

Constância

Um dos parâmetros para medir relacionamentos é a constância. Os contextos em que somos inseridos mudam e nos afetam, mas a constância em direção a Deus é uma das características para avaliar a vida espiritual. Se a prática espiritual ajuda a manter o coração em direção a Deus mesmo quando o contexto direciona a mente e canaliza a energia para outras coisas, então a prática espiritual está funcionando e o crescimento espiritual está acontecendo.

Intensidade

Às vezes nos frustramos porque temos a expectativa equivocada de que o ideal de espiritualidade é confirmado quando sentimos a presença de Deus em todos os momentos, experimentamos manifestações sobrenaturais ou recebemos respostas instantâneas às nossas orações. A verdade é que a espiritualidade não produz um estado contínuo de êxtase ou uma felicidade infantilizada e alienada diante das angústias e sofrimentos. Profetas bíblicos que viveram em intimidade com Deus, experimentaram momentos de profunda tristeza, perturbação (Sl 43:5), pensamentos suicidas (1Rs 19:4) e tiveram que lidar com o desconforto do “silêncio” de Deus (Sl 44:23,24). O contexto os espremia e os afetava, mas a constância em direção a Deus permanecia (Sl 27:8; 57:7). Por vezes, vamos nos sentir muito próximos de Deus, enquanto em outras ocasiões nos sentiremos como órfãos espirituais. As práticas espirituais nos fazem permanecer em direção ao alto mesmo quando envoltos em uma nuvem de incertezas e sentimentos negativos.

Crescimento

Alguns pensam que a lógica do crescimento espiritual é como a do sucesso. Por esse ângulo, o que importa é atingir o ponto mais alto onde, supostamente, a vista é mais bonita e o sol está sempre brilhando. Porém, na lógica do Reino de Deus o parâmetro é diferente, pois o crescimento espiritual acontece quando subimos ou caímos. Parece contraditório, mas apenas na lógica humana. O crescimento espiritual ocorre mesmo quando o gráfico da vida apresenta altos e baixos. Assim, passamos a perceber que o sucesso na vida espiritual não acontece quando chegamos no topo, mas durante a caminhada até ele.

Foco

Se as práticas espirituais estão provocando mudança de foco do “eu” para o “outro”, então o crescimento espiritual está acontecendo.

A prática das disciplinas espirituais não é fácil. Requer disciplina, dedicação, prioridade e planejamento. Assim como todo exercício, quer seja físico, acadêmico ou afetivo, a prática das disciplinas espirituais requer decisão e envolvimento. Mas também é verdade que, quanto mais praticamos, mais experimentamos seus efeitos e logo ela se torna uma necessidade. Quando isso acontece, nos tornamos dependentes do relacionamento com Deus tanto quanto do ar que respiramos. 

Podemos separar as pessoas (em geral), em dois grupos: a) HOMEM NATURAL, isto é, aqueles sem Conhecimento do Evangelho. e b) Cristãos, que são os que conhecem o evangelho e são subdivididos em a) Conhecendo; b) Amadurecendo; c) Crescendo; c) Decidindo; d) Servindo. O cristão, vai de carnal a espiritual. 

PERFIL DO CRESCIMENTO EM RELAÇÃO AO EVANGELHO: Identificamos 5 grupos onde podemos classificar o nível de cada membro da Igreja: a) conhecendo - São aquelas pessoas que estão conhecendo o evangelho; b) Amadurecendo -  Neste grupo, as pessoas praticam o novo conhecimento adquirido; c) crescendo - São aquelas pessoas que estão envolvidas com a igreja e buscam crescimento através da participação em estudos e cooperação no ensino ou serviço. d) decidindo -  Neste grupo as pessoas se comportam e mantêm decisões equilibradas centradas em Jesus; e) servindo - Aqui, o crescimento vem da prática e dedicação continua dos dons; 

CARACTERÍSTICAS DAS PESSOAS EM CADA NÍVEL DA ESCALADA ESPIRITUAL - A) Condição Carnal: 1 - Conhecendo: Buscam o conhecimento com alegria e satisfação. Precisam de estimulo e acompanhamento. Desistem por pressão ou desinteresse/ falta de estimulo. (Lc 8.12); 2- Amadurecendo - Assimilam os ensinos e práticas espirituais.Precisam de estimulo, acompanhamento e orientações. Desistem por causa de vícios/ relacionamentos Inadequados, falta de perspectiva da vida Espiritual. (Lc 8.13); 3- Crescendo: Têm um nível de conduta Cristã moralmente elevada. Cooperam com o trabalho cristão. Precisam de Desafios de crescimento que atendam expectativas. Desistem geralmente quando expectativas não são atendidas. (Lc 8.14); 4 - Decidindo - Transita da dependência da Igreja para atitudes de auto liderança. Atingiram Maturidade Espiritual e estão aptas a tomarem decisões espirituais.Precisam Investimento Maior. 5 - Servindo - É o cristão autoliderado e Autoalimentado. Toma decisões espirituais. Serve com seus dons.Não desiste fácil. Dificilmente cai por negligencias. Os que estão no nível 4 e 5, atingiram a condição Espiritual.

ESTÍMULOS DO CRESCIMENTO ESPIRITUAL - algumas práticas facilitam o processo de crescimento Espiritual: a) Assistência a Cultos/Trabalhos; b) Prática da Leitura Bíblica; c) Reconhecimento de suas próprias limitações; d) Práticas Espirituais (Dizimo/ofertas/ Trabalho voluntariado; e) Ensino Discipulador ; g)   Devocional Diária Familiar; h) Prática da Oração.

O Crescimento Espiritual pode ser avaliado e verificado através das seguintes atitudes e compromissos: a) Investimento Pessoal + Ação Igreja; b) Conhecimento Adquirido + Prática; c) Reconhecimento dos meus defeitos + confissão; d) Identificação de Pecados+ Abandono deles; e) Leitura da Palavra + Devoção +Atitudes; f) Aprender a Palavra + Ensino dela; g) Receber ofensa + Liberar Perdão; g) Virtudes de ontem + Virtudes de hoje; h) Mais ação de Jesus em Mim – (menos) do meu querer.

O PAPEL DO CRISTÃO NO PROCESSO DE CRESCIMENTO ESPIRITUAL
a) Prática da leitura bíblica; b) Pratica da oração, dentro e fora da igreja; c) Praticar o culto domestico; d) Participar de eventos e cursos de crescimento; e) Exercitar as praticas espirituais; f) Aplicar seus dons e talentos para beneficio de outros e do reino; g) Incentivar o seu próprio crescimento espiritual investindo em si mesmo; h) Participar cultos / EBD e programas de Ensino; i) Desenvolver um relacionamento Cristão saudável com todos; j) Não depender basicamente da igreja para seu crescimento espiritual.

O PAPEL DA IGREJA NO PROCESSO DE CRESCIMENTO ESPIRITUAL
a) Estimular o cristão na leitura bíblica; b) Estimular conhecimento espiritual continuo; c) Promover ensino gradual e crescente; d) Oferecer oportunidades de desenvolvimento dos dons e talentos; e) Promover eventos que estimulem crescimento; f) Dar mais treinamento e incentivo aos membros: g) A igreja jamais deve se tornar o centro e fonte de crescimento espiritual do cristão.

CONCLUSÃO A igreja não é responsável pelo meu CRESCIMENTO ESPIRITUAL (C.E.):

a) Sou o único e maior responsável pelo meu C.E; b) Não existe C.E. se não houver investimento pessoal; c) Quanto mais invisto em meu caráter, mais semelhante a Cristo serei espiritualmente; d) O C.E. é uma condição espiritual adquirida, que vai além das atitudes e comportamentos que demonstrem maturidade. e) O Homem Espiritual é o mais elevado nível do C.E. desejado, revelado por uma vida de Serviço; f) Jesus Cristo é o Modelo e Padrão de um Homem Espiritual Perfeito.; g) Toda atitude manifesta pela carne, revela ausência de maturidade espiritual e caráter imperfeito, implicando em necessidade de correção, tratamento e C.E. 


 Fontes:


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