Biografias

Escrito por Elton Melo

Conheça o pastor Elton Batista de Melo. (Lista de mensagens)


Paranaense, do norte do Paraná, nasceu no dia 27/03/1966, casado em 16/02/1986 com Ionice Silva Melo (23/09/1962), tem dois filhos: Adriano Lênin Silva Melo (13/04/1988)  e André Vítor Silva Melo (23/05/1994). Graduado em Economia pela Universidade Estadual de Londrina, é consultor empresarial, pós-graduado em Economia Empresarial, também pela Universidade Estadual de Londrina e bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica Sul Americana, em Londrina. Especialista em solução de Conflitos, atualmente também é mestrando em Psicanálise pela AEP - Associação Evangélica de Psicanlistas. Foi professor de Economia na Universidade Estadual de Londrina, de 1996 a 2003, Professor na FACCAR (Rolândia) e FADEP (Pato Branco). Atualmente, ainda é professor de economia licenciado da Universidade do Norte Pioneiro (Fanorpi, Santo Antonio da Platina). Desde dezembro de 2004 é missionário da Convenção Batista Independente do Paraná, pastoreando o campo missionário de Pato Branco. Em novembro de 2007, foi eleito Primeiro Secretário da Convenção das Igrejas Batistas Independentes do Paraná, gestão 2008-2009. Clique aqui para acessar o facebook pastor Elton.

Laureado com o Prêmio Paraná de Economia (1995), contribuiu para o processo de compreensão da oferta e demanda em sistemas sazonais (método arima), quando foi funcionário da Companhia de Saneamento do Paraná - Sanepar, de 1984 a 2000. Entre as diversas atividades que desenvolveu, na carreira profissional, destacam-se:
  • Presidente da ULES - União Londrinense dos Estudantes Secundaristas - Londrina, 1982 a 1984;
  • Diretor Norte do Paraná da UPES - União Paranaense dos Estudantes Secundaristas - Curitiba, 1983/1984;
  • Diretor Regional Sul da UBES - União Brasileira dos Estudantes Secundaristas - Rio de Janeiro, 1983/1984;
  • Secretário Geral do Centro Acadêmico de Economia - UEL-Londrina, 1988/1989;
  • Tesoureiro da Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida, Comitê Londrina, de 28/02/97 a 31/12/98 (trabalho voluntário);
  • Delegado do Conselho Regional de Economia – CoReCon – PR, em Londrina, de abril/98 a nov/99.
  • Vic-Presidente do Sindicato dos Urbanitários de Londrina e região, na gestão 90-93;
  • Diretor Financeiro do Sindicato, na gestão 93-94 (parcial);
  • Diretor do Comitê de Saneamento da Federação Nacional dos Urbanitários - Rio de Janeiro - 92-94;
  • Coordenador do curso de formação pastoral - Londrina - 2001/2004

Experiência de conversão e chamada divina para o ministério.Nasci numa família evangélica. Meus pais eram membros da Congregação Cristã no Brasil. Meu avô serviu, durante mais de 10 anos como cooperador[1] na cidade de Rancho Alegre, Estado do Paraná, onde nasci. Meus pais exerceram o ministério na área da música (o pai, tocava trombone e a mãe foi organista). Meu pai, João Batista de Melo, faleceu em 1975, quando eu tinha nove anos e até aos treze, eu participei das atividades da igreja, porém não fui batizado. À partir desta idade, fui me desligando da igreja e me envolvendo com o movimento de esquerda, primeiro no PT – Partido dos Trabalhadores, depois no movimento estudantil, onde exerci as funções de presidente do Grêmio Estudantil do Colégio Sagrada Família e da União dos Estudantes Secundaristas de Londrina – ULES, por seis anos. No envolvimento com a esquerda, ingressei depois no movimento sindical e, enfim, passei vinte anos afastado da igreja, ou do convívio com o Senhor, chegando a professar o ateísmo.

Após um tempo de tentativas de mudanças na minha vida pessoal, as crises foram se avolumando, chegou um momento em que a situação já era insuportável. Em diversas situações, acreditava que não havia mais possibilidade de concerto. No dia 25 de dezembro de 1997, depois de mais uma grande crise, entreguei a minha vida ao Senhor Jesus e fiz um voto que eu jamais voltaria atrás e que daquele dia em diante eu iria voltar para a igreja do Senhor. Na mesma hora senti o Senhor Jesus recebendo a minha vida e uma forte convicção do amor de Deus encheu o meu coração e em meio às lágrimas e soluços orei ao Senhor consagrando a minha vida. Nessa época, nós morávamos no conjunto Roseira em Londrina e a nossa vizinha, Maria Aparecida, a Lola, estava orando há mais de um ano pela nossa conversão. Tinha inclusive levado a Nice,  a alguns cultos da igreja em Londrina e ela tinha gostado de participar do culto. Meu filho mais velho, o Adriano também tinha ido e gostado, porém eu só tinha ido uma vez, uns dois meses antes desta experiência com o Senhor, mas aquela forma de culto me foi muito estranho, pessoas batendo palmas, orando em pé, mulheres com o cabelo cortado, orando lá no púlpito, etc., achei esquisito. No entanto, se eu entregara a minha vida para o Senhor, o próximo passo era participar de uma igreja, mas não dava para ir à Congregação Cristã, pois não creio em muitas coisas que eles lá crêem e além disso, sabia que se estivesse congregando lá, teria muitas dificuldades para levar minha esposa e filhos, sem contar que não queria que meus filhos tivesse a formação cristã que eu tive na minha infância e adolescência. Assim, no primeiro domingo, após minha experiência de entrega, fui à igreja com a família toda. Na apresentação dos visitantes me chamaram à frente, por caso, onde tive a oportunidade de testemunhar minha experiência de conversão e, dali em diante, posso contar nos dedos de uma só mão, os domingos que não pude ir aos cultos, sempre por um motivo de força maior.

A chamada divina aconteceu de forma interessante. Sempre tive uma convicção, dentro do meu coração que um dia eu estaria à frente de um povo, liderando e defendendo. Mesmo quando estava no sindicato, por várias vezes uma voz me dizia que um dia eu estaria não numa assembléia de sindicato, mas numa igreja pregando. Depois da conversão, comecei a buscar ao Senhor com mais ênfase na área ministerial. Nessa época eu queria sair da empresa onde trabalhava, tinha um desejo enorme de pregar a palavra e assim, pedi a palavra ao Senhor. Era um domingo e a palavra ministrada foi sobre o chamado de Josué, onde o pastor enfatizou “vai e põe o teu  pé, porque onde você colocar o teu pé eu te abençoarei”, na segunda, viajei para o Rio de Janeiro e na quarta feira fui congregar na Comunidade Internacional da Zona Sul e lá o pastor pregou o mesmo texto, enfatizando as mesmas palavras. Fiquei feliz, mas precisava de mais uma confirmação. Na sexta feira, congreguei na Igreja de Nova Vida, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro e o pastor que pregou naquele culto, era um economista, como eu, e ministrou sobre como Deus tirou Noé da arca (lugar de conforto), foi testemunhando da sua própria chamada ao ministério e, lá pelo meio da pregação, ele disse: “meu irmão, Deus já não te mandou ir por o teu pé, que onde você colocar o seu pé ele vai te abençoar? Você está duvidando do que?” Naquela hora senti a confirmação para a minha vida.No entanto, como sei que Deus é fiel naquilo que nos promete, aguardei as definições que o Senhor iria fazer para me tirar do emprego e confirmar este chamado. Passados sete meses, Deus fez um grande milagre na nossa família, já estávamos aguardando há mais de dois anos pela definição de uma situação e Deus moveu as situações de tal maneira que fomos muito abençoados financeiramente e chegou um ponto que não era mais possível continuar trabalhando na Sanepar. Deus operou milagres até na minha saída desta empresa. Passei dois anos e maio trabalhando como consultor empresarial, professor universitário e, sempre convicto da chamada, aguardando as definições do Senhor. Sabendo da minha chamada, procurei estudar e me matriculei, em 2002 na Faculdade Teológica Sul América, no curso de Bacharel em Teologia, e como já tinha um curso superior, isso me economizou dois anos de estudo, me formando em dezembro de 2003.

Um chamado missionário apaixonante - Em agosto de 2004, o pastor Eliézer, conhecedor do nosso perfil e identificando uma necessidade específica numa das igrejas da nossa convenção, me convidou a tirar um tempo de oração para assumirmos um campo missionário na cidade de Pato Branco, Sudoeste do Paraná. Falei que gostaria de trabalhar em Pato Branco. Ele então nos pediu para orar e após três meses de oração, conversando com irmãos mais chegados, todos sentiam que a direção de Deus era que fôssemos para a cidade de Pato Branco. Em meados de outubro o pastor Eliézer me ligou e perguntou se eu já tinha decidido. Perguntei a ele se Deus tinha levantando algum obreiro dentro das igrejas da convenção com desejo de assumir o campo missionário de Pato Branco e ele me disse que a situação do campo era difícil e que não havia aparecido um obreiro com chamado específico para assumir o campo missionário e que acreditava no nosso potencial para estar à frente daquele trabalho. Disse que devíamos ir a Pato Branco, conhecer a igreja e sentir da direção de Deus. Assim, fomos conhecer a cidade  e quando lá chegamos, Deus colocou um amor muito grande pelos irmãos desta igreja e assim, tivemos uma clara compreensão do por que o Senhor permitiu que tivéssemos passando por grandes lutas e provações.

Pato Branco - Conversando, no dia seguinte com o pastor Eliézer, ele disse a nós que seríamos os últimos obreiros a ser enviados a Pato Branco, pois há mais de nove anos a Convenção vinha investindo na cidade e até aquela data não tinha uma igreja constituída. Convicto da minha chamada e do que Deus estava falando ao coração da minha esposa, ouvi com alegria que ela estava disposta a enfrentar este desafio comigo. Assim, em 22.12.2004, o pastor Eliézer nos empossou ä frente do campo missionário em Pato Branco, na época com apenas 15 membros. Trabalhando arduamente nas visitas e preparando a pregando, terminamos o primeiro ano com 35 membros, tendo realizado um batismo com 6 pessoas. Ampliamos o local de reuniões e cultos, equipamos a igreja com instrumentos e equipamentos para permitir um culto agradável e experimentamos o agir de Deus em nossas vidas abençoando tremendamente esta igreja. Em julho de 2007, temos 63 membros, porém o número de congregados é maior (90 pessoas), pois há pessoas para serem batizadas e novas convertidas que estão sendo discipuladas. Ao longo dos anos à frente do campo Missionário, realizamos 4 batismos, totalizando 34 pessoas.

Nossa foto Missionária tirada em novembro de 2004:



Foco do Ministério:O logotipo ao lado representa a "marca" do meu chamado pastoral. Eu creio na Cruz de Cristo, meio pela qual o Filho de Deus conquistou-me; creio na Graça Redentora e Eterna, por meio de Cristo, creio na Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo); creio na ação vivificadora do Espírito Santo; creio no processo de santificação como forma de caminhada cristã - daí as 3 labaredas de fogo.

O desenho está bordado na minha estola sacerdotal e foi desenvolvido por Atacy de Melo Junior.

 


[1] Na congregação Cristã, o cooperador é um oficial da igreja que dirige uma congregação e os cultos normais, porém não pode ministrar a ceia do Senhor, nem realizar batismos, que é uma função delegada aos anciãos. Todos os oficiais são voluntários – fonte: http://cristanobrasil.com/ - pesquisado no dia 07 de março de 2007 às 11:50