Biografias

Escrito por Alcance

O mártir Antipas foi contemporâneo dos apóstolos que o tinham posto à frente da Igreja de Pérgamo. Na época da perseguição de Domiciano, mesmo já sendo de idade avançada, o santo bispo foi levado à prisão pelos pagãos por negar-se a oferecer sacrifícios aos ídolos. Antipas foi então arrastado diante do governador que havia antes tentado persuadi-lo a renegar sua fé em Cristo, dizendo que a adoração aos ídolos era mais antiga e, portanto, mais respeitável do que aquela nova religião pregada por pescadores e gente humilde. Antipas respondeu lembrando a história de Caim que, embora tenha sido antepassado da humanidade, era, no entanto, abominável e desprezível por ter assassinado seu irmão.

Que, mesmo as crenças dos helênicos, também muito antigas, não eram menos desprezível para os que receberam a revelação da plenitude da Verdade nos últimos tempos. Ao ouvir estas palavras, o governador e os pagãos encheram-se de ódio e o jogaram numa fornalha ardente. De lá, Antipas elevou uma fervorosa oração ao Senhor, dando graças por sofrer por amor e testemunhar assim que o amor de Deus é mais forte que a morte. Assim, entregou sua alma nos braços do Senhor e seu corpo foi sepultado na igreja de Pérgamo. De seu túmulo, um suave odor de bálsamo exalou durante anos, produzindo excelentes efeitos terapêuticos para o consolo dos cristãos na cidade e muitos peregrinos que para lá acorriam de todos os lados, para venerar a memória do santo.

Logo após o martírio de Antipas,  João, o Teólogo do Apocalipse, fez referência ao seu nome no livro do Apocalipse, dizendo: «E ao anjo da igreja que está em Pérgamo escreve: Isto diz aquele que tem a espada aguda de dois fios: Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita». (Ap 2.12-13)

Simeão Metafrastes contava uma história lendária de um certo Antipas, bispo de Pérgamo, que nos tempos do imperador Domiciano, foi fechado dentro de um boi de bronze aquecido no fogo. Seu corpo foi literalmente cozido. Diz-se que ele terminou sua vida em louvor e oração. Talvez esta história tenha base em fatos autênticos. O que vai chamar a nossa atenção é que Antipas, por causa de sua fidelidade a Cristo, recebeu o mesmo título do Senhor Jesus, “fiel testemunha” (cf.  Ap.1.5). Antipas foi a fiel testemunha da Grande Testemunha, e selou seu testemunho com sangue.

Antipas de Pérgamo foi um hieromártir do cristianismo. Neste tempo, devido a perseguição aos cristãos, todos aqueles que se opunham a oferecer sacrifícios aos deuses viviam sob ameaça de exílio ou execução por ordem do imperador. Foi preso e quando liberto, devido sua firmeza na fé cristã, começou a professar a palavra e a convencer as pessoas de Pérgamo a pararem de oferecerem sacrifícios, o que provocou a reprovação dos sacerdotes pagãos que exigiram que parasse de pregar sobre Cristo e oferecesse sacrifícios aos deuses ancestrais. Devido sua relutância em atender as exigências, em 68, Antipas foi capturado e levado para o templo de Ártemis onde foi lançado dentro de um ardente touro de bronze vermelho, onde usualmente ocorriam os sacrifícios. Segundo a tradição o mártir rezou a Deus implorando por sua alma e para que ele fortalecesse a alma dos cristãos. A noite, os cristãos levaram seu corpo intocado pelas chamas para a cidade onde foi enterrado. Sua sepultura tornou-se local de milagres e curas de doenças, principalmente aquelas relacionadas com os dentes.[2][3] A tradição cristão acredita que são Antipas pode ser identificado com o personagem citado no livro do Apocalipse na Bíblia:[1]


fonte: [1]«Antipas» (em inglês). Consultado em 24-02-2012.

[2]«Hieromartyr Antipas the Bishop of Pergamum and Disciple of St John the Theologian» (em inglês). Consultado em 24-02-2012.

[3]«St Antipas of Pergamon» (em inglês). Consultado em 24-02-2012.