Neemias comentado

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8.1 — A frase todo o povo indica a reunião de todas as cidades e da zona rural de Judá. A praça, provavelmente, localizava-se entre a área sudeste do templo e o muro oriental. O líder — nesse caso, o escritor — era Esdras. Essa é a primeira vez que o escriba é mencionado no livro de Neemias. O povo instruiu Esdras a pegar o Livro da Lei, o qual ele havia levado para Jerusalém 13 anos antes. O que era restrito ao estudo particular entre homens instruídos tornou-se público para todos.

 8.2 — Nas Escrituras, geralmente as mulheres estão implicitamente presentes nas reuniões de grupos; aqui, elas são mencionadas explicitamente. Todos os sábios para ouvirem. Crianças com mais idade, assim como adultos, reuniram-se no primeiro dia do sétimo mês. O muro havia sido concluído no vigésimo quinto dia do sexto mês (Ne 6.15); então, esse evento aconteceu apenas poucos dias após a conclusão da obra.

 8.3 — Desde a alva até ao meio-dia. Um período de cerca de seis horas.

 8.4 — Aparentemente, os homens descritos nesse versículo estavam ao lado de Esdras para ajudálo durante o longo período que durou a leitura.

 8.5 — Quando Esdras abriu o livro, todo o povo se pôs em pé, representando sua reverência pela Palavra. Esse gesto, tempos depois, tornou-se característico dos judeus nas cerimônias realizadas nas sinagogas.

 8.6,7 — Antes de ler o Livro da Lei, Esdras guiou o povo em oração. Louvou significa que Esdras identificou Deus como fonte de bênçãos para o povo (SI 103.1). O povo respondeu amém e levantou as mãos, indicando participação com Esdras na oração. Então, os judeus inclinaram a cabeça e adoraram o Senhor com o rosto em terra, um ato de submissão voluntária ao seu Senhor e Criador.

 8.8 — Eles leram, declarando. Os levitas explicaram completamente o significado da Lei de Deus. Explicando o sentido. Os levitas explicaram a Lei de forma que o povo depreendesse o sentido e obtivesse o discernimento do que estava sendo lido.

 

8.9-11 — Uma vez que o povo compreendeu a Palavra de Deus, chorou. Ouvindo os altos padrões da Lei e reconhecendo sua baixa posição diante do Senhor, os judeus se converteram. N e emias, Esdras e os levitas estavam, sem dúvida, alegres em ver a convicção do povo. Mas, mesmo assim, encorajaram-no a parar de chorar e lembraram que aquele dia era consagrado ao Senhor. No primeiro dia do sétimo mês (v.2), era realizada a Festa das Trombetas. Não era tempo de chorar, mas de celebrar. O povo foi instruído a celebrar a festa comendo, bebendo e compartilhando. A alegria do Senhor podia referir-se à alegria que Deus tem, mas o contexto indica que é algo que o povo experimentou. Esse é o sentimento que brota em nosso coração por meio de nosso relacionamento com o Altíssimo. E um contentamento dado por Deus, sentido apenas quando estamos em comunhão com Ele. Quando nosso objetivo é conhecer mais acerca do Senhor, o que obtemos é a Sua alegria. Força significa lugar de segurança, refúgio ou proteção. O lugar seguro do povo era o Todo-poderoso. Os judeus tinham construído um muro e carregado lanças e espadas, mas Deus era a sua proteção.

 8.12 — O povo foi às suas casas para comer e beber, compartilhar e regozijar-se, porque levava no coração as palavras de Neemias, Esdras e dos levitas (v. 1-9). Ele obedeceu à Palavra do Senhor e celebrou a Festa das Trombetas.

 

8.13 — Os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas voltaram no dia seguinte para ouvirem mais ensinamentos da Palavra de Deus. Atentarem. Até mesmo os líderes se reuniram para entender o sentido das Escrituras e saber como deveriam agir.

 

8.14,15 — Agora, a leitura da Lei havia avançado para Levítico 23. Os ouvintes descobriram que deviam observar a Festa dos Tabernáculos do décimo quinto ao vigésimo segundo dia do sétimo mês. Durante esse tempo, o povo viveria em cabanas feitas de galhos novos de árvores frutíferas e palmeiras. Essas habitações seriam espalhadas nos pátios, nas ruas, nas praças públicas e nos terraços das casas. Nenhum trabalho secular seria realizado durante essa celebração. Essa festa era observada em memória dos ancestrais que viveram em cabanas — tendas — depois do êxodo (Lv 23.40). A cabana não era um símbolo de miséria, mas de proteção, preservação e abrigo.

 

8.16 — O povo observou a Festa dos Tabernáculos de acordo com a Lei. Aqueles que viviam na cidade fizeram cabanas nos terraços de suas casas ou em seus pátios. Os sacerdotes e os levitas montaram suas tendas nos átrios da Casa de Deus. O povo da zona rural fez suas cabanas na rua diante da Porta das Águas e da Porta de Efraim.

 

8.17 — Nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué. Aqui, faz-se uma referência à construção das cabanas. O povo de Israel, certamente, havia celebrado a Festa dos Tabernáculos desde a época de Josué. De fato, aqueles que tinham retornado com Esdras observaram a festa no primeiro ano de seu retorno (1 Rs 8.65; 2 Cr 7.9; especialmente Ed 3.4).

 

8.18 — A leitura da Lei era exigida durante a celebração da Festa dos Tabernáculos, que ocorria no Ano Sabático (Dt 31.10,11).

 


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